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Sobre a novela Viver a Vida: nada mais que páginas em branco

fevereiro 21, 2010

Fatima Dannemann

Helena nunca foi “mocinha-familia”. Modelo, viajada, chegou a abortar para abocanhar um contrato. Conheceu Marcos, foi direto pro rala e rola. Casou não convenceu nem a si mesma como dona de casa. Foi pra Jordânia, implicou com Luciana que acabou tetraplégica porque a ma-drasta não queria a enteada no mesmo carro que ela. Voltou, nunca se importou com sogra, enteadas nem com os amigos do marido, cai de charme quando encontra Bruno. Então, aquele medo absurdo que Helena sente ao ver Rafaela, a insuportável garotinha filha de Dora a amiga traira que ela abrigou em casa, não convence ninguém. Nem Helena com caras, bocas, gritos. Aliás, nem a novela Viver a Vida convence ninguém. Salvam-se o drama de Luciana com a paralisia e as tentativas de superação.
Nem é preciso falar da interpretação de Tais Araújo que passa boa parte do tempo chorando (sem borrar maquiagem, diga-se de passagem), berrando (o tom de voz da moça é estridente) ou fazendo bicos. Helena não convenceu, não tem bala na agulha pra sustentar uma novela. Se não fossem os personagens secundários, Viver a vida poderia se chamar Páginas em branco. Vida de modelo ou ex-modelo já foi retratada melhor até em novela das sete. Médicos que passam mais tempo na cantina do hospital. Uma “devoradora de homens” que só “pegou” até o momento o namorado de Clarisse, a personagem de Cecília Dassi, aliás, uma grande jovem atriz que está sendo relegada ao ultimo dos planos nesse folhetim.
Dá saudade de Caminho das Índias com Maya, Raj, Komal, o pessoal da Lapa, Norminha, Abel, Tarso. Havia historia no Caminho das Índias. E histórias das boas. Intensas cheias de elementos que deixam os espectadores com vontade de saber mais. Até os dramas de Luciana se arrastam: ela dispensou o gêmeo-chato, Jorge e até hoje não se declarou ao gêmeo-legal, Miguel. E podem ler nos resumos dos próximos capítulos do site da Globo: até março, tudo que vamos ver será um reme-reme que não vai dar em nada. Pior, nem a escandalosa Renata, que está caracterizada como um clone de Amy Winehouse bastante piorado, deu escândalo. Nem vai dar. Ela já encontrou Felipe pra conter seus revertérios e por conta disso o ex-aventureiro se transformou em modelo fotográfico. Muito simples. O que até poderia resultar em eventos interessantes acaba devidamente sufocado pelo clichê dos estúdios. Se o Rio não fosse uma cidade de beleza impar, e alem disso cheia de opções para divertir, praticar esportes radicais ou não, daria para acreditar que Felipe e Bruno resolveram se render as facilidades e deixar de lado a vida de aventura. Ah, e que novela de modelos é essa que não há desfiles só uma foto ou outra?
Outros detalhes são que Manoel Carlos não repete apenas o nome de sua protagonista, mas repete também nomes de outros personagens. Havia um Jorge em Páginas da Vida. Na mesma novela também tinha uma Alice, um Leandro e uma Lívia. Camila Pitanga também se chamava Luciana em Mulheres Apaixonadas. E de novo havia um Leandro. Em Laços de Família, Tony Ramos foi Miguel, Lilia Cabral foi Ingrid. Em Baila Comigo, os personagens principais eram gêmeos. Médicos aparecem em quase todas as tramas do autor. Nas três últimas novelas, muitas cenas aconteceram em hospital e mais: já deu pra notar que bastou uma “maquiagem” para transformar o hospital de Páginas da Vida no local de trabalho de Miguel, Ariane, Ricardo e Ellen. Certo: médicos e hospitais sempre rendem histórias. Mas, em três novelas seguidas há um toque de falta de imaginação. Isto, entretanto, é apenas um detalhe. Pior foi o drama de Sandrinha, irmã de Helena, casada com bandido e morando na favela, cair no esquecimento. Talvez a culpa seja dos atores que nem dão o toque de drama necessário. Seja como for, Páginas em Brancos, oops, er… Viver a Vida, passa do meio ao fim sem dizer a que veio. Ainda bem que só faltam uns dois meses…

some notes about Agatha Christie

novembro 23, 2008

Agatha Christie was born in Torquay in 15 september 1890 and died in 1976.
She wrote more than 80 books.
She also wrote romances under the name Mary Westmacott, but is best remembered for her 80 detective novels and her successful West End theatre plays.

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Her works, particularly featuring detectives Hercule Poirot or Miss Jane Marple, have given her the title the ‘Queen of Crime’ and made her one of the most important and innovative writers in the development of the genre.

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She was educated at home, but when she was 16 she was sent to Paris to study piano and singing. Although she played the piano very well, her stage fright and shyness prevented her from pursuing a carreer in music.

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She married twice. First, with Archibald Christie who asked the divorce in 1926 to marry another woman. She disappeared for a time after the divorce and nobody never knew what happened. She married again in 1927. Her second husband was the archaeologist Max Mallowan, whom she met during a trip to Syria and Iraq.

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Two of her books was filmed with a millionaire cast:
Murder in the Orient Express – 1974 – with Albert Finney, Lauren Bacall, Ingrid Bergman, Sean Connery, John Gielgud
Death on Nile – 1978 – with Betty Davis, Mia Farrow, Jacqueline Bisset, Olivia Hussey, Maggie Smith.

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She sold over than 2 million books.

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Hercule Poirot
Poirot is one of Christie’s most famous and long-lived characters: he appeared in 33 novels and 51 short stories.His first published appearance was in The Mysterious Affair at Styles (published 1920) and his last was in Curtain (published 1975, the year before Christie died). On publication of this novel, Poirot was the only fictional character to be given an obituary in the New York Times; August 6, 1975 “Hercule Poirot is Dead; Famed Belgian Detective”

Miss Marple

Miss Jane Marple is an elderly woman who lives in the little English village of St. Mary Mead. She looks like an ordinary old lady, dressed neatly in tweed and is frequently seen knitting or pulling weeds in her garden. Miss Marple sometimes comes across as confused or “fluffy”, but when it comes to solving mysteries, she has a sharp logical mind, and an almost unmatched understanding of human nature with all its weaknesses, strengths, quirks and foibles. In the detective story tradition, she often embarrasses the local “professional” police by solving mysteries that have them stumped. Jane Marple, usually known as Miss Marple, is a fictional character appearing in twelve of Agatha Christie’s crime novels. Miss Marple is an elderly spinster who acts as an amateur detective, and lives in the village of St. Mary Mead. She has been portrayed numerous times on screen, and is one of the most famous of Christie’s creations. Her first published appearance was in issue 350 of The Royal Magazine for December 1927 with the first printing of the short story The Tuesday Night Club which later became the first chapter of The Thirteen Problems (1932). Her first appearance in a full-length novel was in The Murder at the Vicarage in 1930.

Santo é seu nome

outubro 29, 2008

Fatima Dannemann

  Se você assiste a novelas não dê risada quando aparecer o nome do Hospital do folhetim das sete. São Pancrácio existe mesmo. Assim como Santa Margarida da Escócia, Santa Sara Kali, de outras novelas, e o São Longuinho a quem os fieis prometem três pulinhos quando acharem objetos perdidos. O fato de serem incorporados a cultura popular ou de aparecer em novelas não tira a grandeza nem nobreza de alma desses homens e mulheres que foram canonizados justamente por isso: por terem tido uma vida exemplar, por serem almas nobres e evoluidas, ah, e por realizarem milagres, mas isto não é exatamente o que importa. O mais importante é o exemplo que essas pessoas especiais deixam ao mundo como São Francisco de Assis com seu desprendimento material e amor pela natureza. E todas as crenças, têm seus mestres e exemplos. Canonizados ou não, milagreiros ou não, santos são sobretudo seres humanos e todos podem chegar lá e ser como um deles.

 
Desde épocas remotas os iluminados descem aqui na Terra, descem dos mundos mais sutis para nos resgatar, para nos direcionar para o caminho da luz
 
Santa Joana D’Arc nasceu em Domrémy, em Lorena, França, em 1412. Filha de camponeses, tinha 13 anos quando “ouviu” o misterioso convite para que fosse libertar a França, já quase toda dominada pelos ingleses. Somente quatro anos depois, aos 17 anos, é que, em obediência às vozes, deixou a casa paterna e partiu para Chinon. Com trajes masculinos e cabelos cortados apresentou-se a Carlos VIII. Após muita hesitação, o rei confiou-lhe um pequeno exército. Joana D’Arc partiu então para Orléans, sitiada pelos ingleses. Obteve ali a primeira de uma série de vitórias, culminando com a coroação de Carlos VII em Reims. Sentindo-se ameaçado pela popularidade da santa, Carlos VII retirou-lhe o apoio e celebrou um armistício com os ingleses. Indignada, Joana D’Arc recomeçou a luta, mas foi vítima de uma emboscada. Prisioneira do Conde de Luxemburgo, foi vendida para os ingleses. Num processo iníqüo, conduzido por cerca de cem prelados e teólogos, foi condenada a ser queimada viva. A acusação: … mentirosa, exploradora do povo, blasfemadora de Deus, idólatra, cruel, dissoluta, invocadora de diabos, herege e cismática. Impedida de recorrer ao Papa, Joana D’Arc foi condenada às chamas em Rouen. Era dia 30 de maio de 1431. Entre 1450 e 1456, o seu processo foi revisto e declarada sua inocência. Foi canonizada em 1920, por Bento XV.
 
Atualmente existem centenas de mestres encarnados, centenas, espalhados por todo o planeta, no entanto a maior parte ainda não sabe quem é ainda está despertando para a sua verdadeira identidade, é um despertar que vem de dentro para fora, não de fora para dentro, independente dos aspectos externos da vida de tais seres
 
São Longinho viveu no primeiro século, foi contemporâneo de Jesus Cristo e, de acordo com os raríssimos relatos a respeito da vida deste santo, dizem tratar-se do centurião na Crucificação, que reconheceu Cristo como “o filho de Deus” (27:54 Matheus; Marcos 15:39; Lucas 23:47). Este centurião é identificado também como o soldado que “perfurou Jesus com uma lança” (João 19:34), provavelmente pelo fato do nome ser derivado do grego e significar “uma lança”.
Conta-se que os crucificados tinham seus pés quebrados a fim de facilitar a retirada da cruz, mas quando chegou a vez de Jesus, o mesmo já estava com os pés soltos, e assim, ao invés de quebrar seus pés, um dos soldados perfurou o lado do seu corpo com uma lança. A água que saiu do lado de Jesus teria respingado em seus olhos, curando-o instantaneamente de uma grave doença nos olhos. Conseqüentemente, o soldado se converteu e, ao abandonar para sempre o exército e sua moradia, transformou-se num monge a percorrer a Cesarea e a Capadócia, atual Turquia.
esses mestres e estes iluminados avatares, aqui estão entre nós, no entanto nem sempre nós teremos discernimento para reconhecê-los ou para saber o que eles têm a nos oferecer
 
Santo Agostinho nasceu em Tagaste, atual Argélia, no ano de 354 d.C. Membro de uma família que desfrutava de certo prestígio social, seu pai chamava-se Patrício e era pagão. Porém, sua mãe, que posteriormente ficou conhecida como Santa Mônica, era muito devota ao cristianismo, e após a morte do marido, dedicou-se totalmente à conversão do filho Agostinho.
Em 370 d.C. ele foi para Cartago, na Tunísia, com o propósito de estudar direito, mas sua vocação falou mais alto, e acabou
estudando literatura. Devido à sua enorme inteligência  ganhou vários prêmios com suas poesias, e tornou-se muito conhecido no meio filosófico. Durante 9 anos Santo Agostinho teve uma vida herege, onde viveu amasiado com uma mulher de identidade desconhecida, com a qual teveram um filho chamado Adeodatus. Além disso, juntamente com alguns amigos, freqüentava uma seita  religiosa local. Por volta de 383 d.C. Agostinho foi para Itália, onde conheceu Santo Ambrósio, que lhe ensinou a vida do celibatário. Decorrido algum tempo, Santa Mônica foi ao encontro deles. Juntamente com São Alípio, foram viver num vilarejo próximo, onde dedicavam-se unicamente ao estudo das escrituras. Santo Agostinho foi batizado no domingo de Páscoa de 387, mesmo ano da morte de sua mãe. No ano seguinte ele distribuiu todos os  seus pertences aos pobres, e começou uma vida de penitências. Em  391 ele foi ordenado, e logo fundou dois monastérios. Dois anos depois fez parte do Concílio da África. Posteriormente foi indicado pelo Bispo Valeriuns como seu assessor, cargo que Agostinho ocupou por mais de 30 anos, dedicando-se ao treinamento de padres e bispos para as dioceses. Já em idade avançada, Santo Agostinho nomeou Herachius como sendo seu sucessor. No dia 30 de Agosto de 430, aos 76 anos de idade, veio a falecer, vitimado por um derrame cerebral após a invasão dos vândalos na região, na qual os religiosos ficaram  sitiados durante vários meses na localidade de Hippo. Santo Agostinho foi um dos Doutores da Igreja, e seus escritos são um tratado sobre a fé, no qual demonstra todo seu amor e devoção ao Criador, como na obra Cidade de Deus, onde fala da fé  crescente e a razão, tendo Deus como centro de tudo.
 
Atualmente existem centenas de mestres encarnados, centenas, espalhados por todo o planeta, no entanto a maior parte ainda não sabe quem é ainda está despertando para a sua verdadeira identidade, é um despertar que vem de dentro para fora, não de fora para dentro, independente dos aspectos externos da vida de tais seres, eles irão chegar o dia e descobrir: eu não pertenço ao mundo da ilusão, não sou escravo nem dos prazeres, nem das dores desses mundos quando eu falo esses mundos, não é apenas a Terra, mas todo mundo que é controlado pelas leis da ilusão que eu falarei qual é essa ilusão
 
São João Maria Vianney nasceu em Dardily, Diocese de Lião, na França, no dia 8 de maio de 1786, filho de Mateus Vianney e Maria Belusa, piedosos camponeses. Desde a infância, deu indício de uma grande santidade. Certo dia, a mão deu ao filho uma imagem de Nossa Senhora que ele nunca deixava. Carregando-a respeitosamente nos braços a onde quer que fosse, muitas vezes, no estábulo, sem que ninguém o visse, costumava rezar longo tempo diante dela. Com oito anos já acostumava, com palavras e com o exemplo, ensinar o Rosário de Nossa Senhora às crianças. Quando a Revolução Francesa estourou, viveu dias tristes, vendo as igrejas fechadas, os padres perseguidos, etc. De grande predileção pelos pobres, pelos abandonados que nada possuem, reunia-os pelos caminhos, pelos bosques e alegremente levava-os para sua casa, onde os pais, reputados desde há muito pela caridade, acolhiam a todos os desventurados. Aos treze anos, com um fervor fora do comum, João Maria Vianney fez a Primeira Comunhão. Neste dia, ele dizia baixinho para si mesmo: “Eu serei padre! Eu serei padre!” Depois ele o disse a seu pai. O pai, homem prudente e conhecedor da vida e dos arroubos da juventude, fê-lo esperar dois anos, para observá-lo e para experimentá-lo. Afinal, João Maria Vianney entrou na escola fundada pelo Padre Balley, então pároco de Eculy. Como seminarista foi modelo, mas como estudante, embora de comportamento exemplar, sua inteligência, porém, era muito limitada. Por isso chegou a ser despedido do Seminário, Mas, ajudado pelo Padre Balley, teve uma segunda oportunidade e, vencendo todas as barreiras, chegou ao grande dia de sua ordenação Sacerdotal. Esta se deu no 13 de agosto d 1815. Estava com 29 anos.Depois de ordenado passou três anos como auxiliar do Padre Balley, e teve a oportunidade de rever com seu dedicado mestre toda a Teologia. Em 1818 foi nomeado para Ars, onde ficou até sua morte.
 
mestres que aqui vieram para realizarem a missão de mudar a consciência humana, eles vieram com tal missão, no entanto é uma missão diferente dos mestres que vieram em épocas passadas, porque há alguns milhares de anos atrás, desde a época de Chrisna, depois Buda, depois Jesus, depois muitos outros que vieram e não ficaram tão conhecidos como esses, os seres estavam preparando a humanidade despreparada
 
Antes de Kardec, embora não nos faltasse a crença em Jesus, vivíamos na Terra atribulados por flagelos da mente, quais os que exposmos: o combate recíproco e incessante entre os discípulos do Evangelho; o cárcere das interpretações literais; o espírito de seita; a  transigência deltuosa; a obsessão sem remédio; o anátema nas áreas da filosofia e da ciência;
o cativeiro aos rituais; a dependência quase absoluta dos templos de pedra para as tarefas da edificação íntima; a preocupação da hegemonia religiosa; a tirania do medo, ante as sombrias perspectivas do além-túmulo; o pavor da morte, por suposto fim da vida. Depois de Kardec, porém, com a fé racionada nos ensinamentos de Jesus, o mundo encontra no Espiritismo Evangélico benefícios incalculáveis, como sejam: a libertação das consciências; a luz para o caminho espiritual; a dignificação do serviço ao próximo; o discernimento; o livre acesso ao estudo da lei de causa e efeito, com a reencarnação explicando as origens do sofrimento e as desigualdades sociais; o esclarecimento da mediunidade e a cura dos processos obsessivos; a certeza da vida após a morte; o intercâmbio com os entes queridos domiciliados no Além; a seara da esperança; o clima da verdadeira compreensão humana; o lar da fraternidade entre todas as criaturas; a escola do Conhecimento Superior, desvendando as trilhas da evolução e a multiplicidade das “moradas” nos domínios do Universo.
 
A verdade que os mestres trazem é única, quer dizer que você pode ver um mestre de olho puxado lá no Japão expondo a luz da verdade e vê um lá no Oriente Médio debaixo das tendas naquele maior calor, falando em outro idioma, mas a mesma coisa, ver lá na Índia, ver aqui no Brasil, vê nos países latinos, vê na América, falando idiomas diferentes, maneiras diferentes, mas em essência a mesma coisa parecem até que fizeram as mesmas aulas, estudaram na mesma escola, porque a verdade é única, imutável

Santa Bárbara nasceu provavelmente em Nicomédia, na Ásia Menor, pertencendo a uma família de certa posição social. Às ocultas dos pais, fanáticos pagãos, conseguiu instruir-se na religião cristã. Devia ter tido especiais dotes de beleza e inteligência, porque seu pai, Dióscoro, depositava nela as mais radiosas esperanças em vista de um casamento honroso. Mas Bárbara apresentava indiferença às solicitações do pai, até que este descobriu sua condição de cristã. Ficou, então, furioso e seu amor paterno se transformou em ódio desumano. Ameaçou-a com torturas e, finalmente, denunciou-a ao prefeito da província, Martiniano. O coração da jovem Bárbaa sentia-se dilacerado entre amores opostos: o dos pais de uma parte e o de Cristo, amor supremo. Verificou-se nela a palavra do Divino Mestre: “Não julgueis que vim trazer a paz à terra. Eu vim trazer a divisão entre o filho e o pai, entre a filha e a mãe, e os inimigos do homem serão as pessoas da própria casa” (Mt10, 34-36). Bárbara suportou o processo com firmeza e altivez cristã, protestando sua fidelidade a Cristo, a quem tinha consagrado sua virgindade. Era o tempo do imperador Maximiano, nos primeiros anos do século IV. O juiz, vendo a obstinação da jovem cristã em professar a fé, mandou aplicar-lhe cruéis torturas, mas suas feridas sempre apareciam curadas. Pronunciou, então, sua sentença de morte. O próprio pai, Dióscoro, furioso em seu cego paganismo, decepcionado em seus interesses, num excesso de barbárie, prontificou-se para executar a sentença: atirou-se contra a filha, que se colocou de joelhos em atitude de oração, e lhe decepou a cabeça. Logo após ter praticado seu hediondo crime, desencadeou-se formidável tempestade e o pai, atingido por um raio, caiu morto.
 
Você pode quebrar as pernas de um mestre e eles continuarão servindo à essência e você pode matar um mestre e ele continuará servindo à essência, ele jamais ficará contra Deus, jamais, absolutamente nunca você nunca vai ver um mestre dizendo assim: Deus me abandonou
 
Confúcio estava sempre interessado em harmonia e ordem divina na família como unidade da sociedade. Ele nasceu em 551 AC, tempo de muita confusão e maldade na China. Seu pai, um velho soldado, morreu quando ele tinha 3 anos. Assim, em meio a um caos social em seu país e desordem em sua família pela perda de seu pai vemos o pequeno garoto Confúcio desenhando caracteres chineses. Sua alma encontrava consolo no padrão interno da consciência crística, desejando trazer isso para fora e colocar no mundo. Lord Lanto diz que os caracteres chineses retratam em forma gráfica, a imagem da consciência crística e podemos entender porque as pinturas desses caracteres é uma das mais importantes formas de arte na cultura chinesa. Pintar ou escrever caracteres são meditação e conforto para a alma. Confúcio dedicou sua vida à ensinar outros a trazer ordem para suas vidas, suas famílias e para o Império. Seus ensinamentos têm sido descritos como ordem social em comunhão e colaboração à ordem cósmica. Confúcio crê que podemos colocar ordem em nossas vidas através de harmonização com a ordem divina dos céus e trazendo esse amor e sabedoria através da cultura e especialmente, rituais e música.

Bruxas pós-modernas

outubro 15, 2008

Dizem as crenças, que as bruxas ficam soltas na virada do mês de outubro para o mês de novembro. Hoje carnavalizado, o Halloween, ou Dia das Bruxas, 31 de outubro, era originalmente o primeiro dos três dias do festival celta que marcava a passagem do ano. Nesse período (que deu também origem ao dia de todos os santos e ao dia de finados), abriam-se os portais dos céus e inferno e era preciso lanternas, danças, rituais para deixar o mundo a salvo da “galera do mal”. Muitas das crenças se passaram, nas histórias infantis a bruxa passou a ser comparada ao mal e hoje, sem vassoura, maçãs envenenadas mas com dose exagerada de frieza e violência, as vilãs de novelas, filmes e livros acabam roubando a cena. Flora, Violeta, Vilma, muda o nome, mas a maldade, assustando ou não, é sempre a mesma.

 

Maria de Fátima Dannemann

 

           Flora, Violeta, Frau Herta, Odete Roitman, Nazaré Tedesco nas novelas. As loiras geladas de thrillers dos anos 80 e 90 como “A mão que balança o berço”, “corpos ardentes” e “instinto selvagem” no cinema. Chefas carrascas como Miranda Priestl em O Diabo Veste Prada. Aproveitando-se da fraqueza as mocinhas (mal escritas ou mal interpretadas e transformadas de “boazinhas” em “burras”, com raras exceções), essa “galera do mal” acabou deixando sua marca no público. De quem seria a culpa? Da eterna impunidade dos maus ou da fragilidade do bem que só triunfa no final da história?

           Numa entrevista, certa vez, a atriz Suzana Vieira declarou que preferia fazer a vilã porque elas acabavam por ter mais conteúdo. Entretanto, foi a mesma Suzana que interpretou uma das heroínas mais “retadas” dos últimos tempos: Maria do Carmo Ferreira da Silva, da novela Senhora do Destino. Nesta novela, além de mostrar que o bem compensa, a mocinha revela que meninas boazinhas sabem bater e a vingança é um prato que se come frio. A cena se tornou antológica e muita gente se lembra dos mínimos detalhes.

           Madrugada. A pernambucana Maria do Carmo (Suzana Vieira) impecavelmente vestida com um terninho branco, jóias de brilhante e saltos 10 entra no galpão abandonado onde lhe espera disfarçada com peruca negra e óculos escuros Nazaré (Renata Sorrah). Além da maleta com dólares falsos (uma mala de grife naturalmente), Do Carmo esquece por minutos a fama de rica, mãezona e defensora dos pobres e oprimidos e dá uma surra na loiraça que roubou sua filha Lindalva há mais de 20 anos, deixando-a completamente estropiada. A sensação de justiça feita é tanta que o espectador esquece a selvageria e a violência e aplaude o gesto quase insano da mãe que esperou por aquele momento toda sua vida. Enquanto tudo isto acontecia na telinha da Globo, o Ibope apurava um índice de audiência que a Globo não assistia há mais de duas décadas desde que morreu Janete Clair, a maior teledramaturgia (ou telenovelista?) que o Brasil já teve.

 

             Sangue Frio

 

            Numa sociedade em que o medo é considerado “fraqueza” e mesmo coisas piores como “distúrbios” e até “doença mental”, talvez as “ordinárias” impressionem pelo sangue frio. Todas as noites, as nove, na Globo, e as 10h30, na Record, as atrizes Patrícia Pillar e Lucinha Lins provocam medo, indignação, revolta e até uma certa dose de admiração pelas vilãs Flora, em A Favorita (Globo) e Vilma, em Chamas da Vida (Record). As duas histórias são bem diferentes, mas passam por inveja, disputas pessoais, ambição por riqueza e poder e outros ingredientes “clássicos”. Flora é uma assassina fria que já “apagou” três pessoas, tentou outros dois assassinatos e é movida pela inveja doentia que sente de Donatella (Claudia Raia), personagem que começou como uma perua vazia e fútil e se transformou na injustiçada doce e preocupada com o próximo. Vilma é incendiária, mãe relapsa, assassina e além de todos os crimes tenta convencer o filho Tomas a dar o golpe em Carolina, herdeira de uma fábrica de sorvetes.

           As armas das bruxas pós-modernas passam longe de vassouras e são muito mais letais do que simples maçãs envenenadas. Frau Herta (Ana Beatriz Nogueira) abusou de todas no remake de Ciranda de Pedra até se dar mal no “Zé fini” da trama quando foi envenenada por Natércio (Daniel Dantas), um bandido pior ainda. Laura Prudente da Costa (Claudia Abreu) em Celebridade foi outra vilã pra lá de clássica ao cometer todas as maldades: fraude, falso testemunho, roubo, assassinato e até prostituição e tráfico de drogas. Taís (Alessandra Negrini) em Paraíso Tropical foi pior ainda: o alvo de suas maldades era a própria família: avô, tio e a irmã-gêmea.

         Mas, alguma coisa mudou nas vilãs e bruxas que antes apenas davam sonoras gargalhadas e hoje morrem de medo de serem denunciadas e capturadas pelos representantes da lei e da ordem. Para isso até matam como fez Flora eliminando Maira (Juliana Paes) e Dr Salvatore (Walmor Chagas). Elas também se roem de despeito ao ver o bem sempre triunfar de um jeito e de outro, chegam as raias da loucura de ódio de ver que as rivais mesmo sofrendo perdas são capazes de dar a volta por cima, arregaçar as mangas, trabalhar, ou mesmo buscar um novo amor (é esse o caso da “sub-vilã” Céu com relação a Lara e Alicia ao ser condenada a um casamento de fachada enquanto as rivais se dão bem).

         As boazinhas já não são tão passivas como antigamente. Donatella luta para provar sua inocência e se vingar de Flora e todos os outros maus. Mas exemplo de que as coisas são bem diferentes nesses tempos pós-modernos estão nos desenhos animados. As pequenas Lindinha, Docinho e Florzinha (no original Bubbles, Buttercup e Blosson) as vezes rodam a baiana, extrapolam na pancadaria, fazem tramóias com bandidos ou usam pequenos truques que seriam inadimíssiveis em outras épocas. A heroína brasileira, Mônica, tem eternos seis anos de idade, é dentuça, parece o Ronaldinho, distribui coelhadas nos próprios amigos, mas defende sempre as boas causas. Prova que a novela, os filmes, os desenhos e os quadrinhos não imitam a moda e dispensam as Barbies.

          Mas, o estereótipo do mal continua dando Ibope. Gente corre para casa só para ver a maldade da bruxa da novela das seis e mesmo as candidatas a bruxa da Malhação, como Yasmin e Débora. Em outros tempos, as bruxas de histórias como Branca de Neve, Rapunzel, A Bela Adormecida, eram madrastas, fadas degeneradas ou senhoras feudais que abusavam do poder. Hoje, elas retratam um mal maior: a violência que está em toda parte e parece quase invencível e até mesmo “consentida” por alguns setores da sociedade.

Filme reacende a velha questão da vida fora da terra

junho 15, 2008

Dizem as más línguas, que todas as vezes que um pais ou ideologia ameaça a supremacia norte-americana, Hollywood contra-ataca com filme sobre ETs. Teria sido assim na década de 50 quando uma série de filmes sobre aliens, discos-voadores e invasão do planeta simbolizava a ameaça soviética da guerra fria.
Com Saddan Hussein, veio Independence Day, agora, depois do 11 de setembro de 2001, surge Sinais, com Mel Gibson. Seja como for, o filme apenas traz de volta uma velha pergunta: “existe vida fora da terra?”
A Bahia, estado brasileiro situado na Região Nordeste tem sido alvo de aparições esquisitas. Ninguem sabe explicar o que viu, dizem apenas que “não era coisa desse mundo”. Em 96, um médico em Conceição do Almeida chegou a filmar pontos luminosos misteriosos no céu. O assunto foi parar no Fantástico, chegou a ser estudado por vários ufologos, mas tudo parou por ai. Dois anos mais tarde, uma jam session numa delicatessen de posto de gasolina de Salvador foi subitamente interrompida quando um objeto luminoso “caiu” do céu.
Esta queda, levou uma pequena multidão a uma localidade perto de Dias D’Ávila onde muita gente jura que viu cair um disco voador. Misteriosamente, ninguém encontrou nada, e a explicação oficial foi a de uma queda de um balão meteorológico, no mar. Misteriosas luzes foram avistadas dias antes do fenômeno, e umas delas chegaram a ser captadas, sem querer, pela lente de um fotógrafo de jornal. A versão de ufólogos baianos é a de que existiria uma base de ufos no oceano, ao largo da Bahia, e por isso as aparições são frequentes.
Locais como Chapada Diamantina, Jequiriçá e Reconcavo são alvos de frequentes avistamentos. Em Morro do Chapéu, anos atrás, alguem chegou a anunciar a construção de um “aeroporto para discos voadores”. Gozação ou não, o fato é que enquanto o ET de Varginha mobilizava a opinião pública, fazendeiros baianos tiveram animais mortos misteriosamente. O caso aconteceu em diversas localidades do Reconcavo e próximas a Feira de Santana, segundo municipio do estado, a 108km de Salvador.
Tudo era precedido de estranhas luzes, latidos de cachorros assustados com algo que seus donos não viam. No dia seguinte, reses apareciam com perfurações no corpo. Algumas morriam instaneamente, outras morriam dias mais tarde. Nenhum veterinário se arriscou a um diagnóstico mais preciso.
Se isto aconteceu no final dos anos 90, antes disso os mistérios extra-planetários já rondavam a terra. Mesmo antes de Steven Spielberg encantar o mundo com ET, um avião da Vasp foi seguido por luzes misteriosas no percurso Fortaleza-São Paulo.
Sinais como os do filme protagonizado por Mel Gibson existem em diversos países e intrigam os estudiosos por não se parecerem com nada existente na terra. Muitos deles se encontram no interior da Inglaterra e apesar de intensamente estudados, nunca foi encontrada explicação para eles.

Ufologia atrai curiosos e estudiosos

Mesmo que não seja reconhecida “oficialmente” como ciência, a ufologia atrai curiosos para estudar aspectos ligados a vida fora da terra. Ramos mais esotéricos afirmam que o que chamamos estrelas, na verdade, são planetas mais evoluidos e nesses planetas morariam seres também mais evoluidos que os “terráqueos”, muitos dos quais seriam mentores e protetores do nosso planetinha azul. Muitos desses seres, aliás, teriam vindo a terra para guiar a humanidade e o planeta em sua evolução e mudanças de plano evolutivo. Ou simplesmente proteger a terra contra ameaças alienígenas.
Isto teria acontecido durante a mudança do quarto para o quinto plano evolutivo. Foi quando seres de planetas menos evoluidos ou em crise teriam chegado a terra para se aproveitar da evolução do planeta e corromper a humanidade até então ingênua e dentro das leis. Esta queda seria ligada a destruição de Atllântida, o misterioso continente perdido.O mundo ocidental judaico-cristão rejeita a teoria de vida fora da terra, mas há quem associe “os anjos caidos” e a presença de grandes homens como Buda, Cristo, e outros profetas a extra-terrestres.
Claro que líderes religiosos e os meios científicos ficam irritados ao ler essas declarações. Mais de um ufólogo conta já ter sido ridicularizado e perseguido pelo mundo ‘oficial”, mas um deles, que pede a jornalista reserva quanto a sua identidade, diz que “há 500 anos, pensava-se que a terra era chata, descobriu-se a América e que o mundo é redondo. E há coisas inexplicáveis. Se a temperatura de vênus é tão alta como pregam os cientistas, porque as sondas espaciais enviada a esse planeta nunca sofreram avarias devido ao calor?”
A pergunta fica no ar. Enquanto isso, a Nasa descobre sinais muito semelhantes ao da terra em luas de Jupiter e formas primitivas de vida em meteoritos caidos de marte. Isto, sem contar planetas extra-sistema solar descobertos…

Hollywood e os ETs

Mistério sempre há de pintar por ai, diz a música. Pelo menos no cinema, existe vida fora da terra. Seja em fábulas delicadas como ET, de Spielberg, ou Cocoon, filme em que um grupo de idosos é levado a um planeta misterioso onde poderão rejuvenescer e viver eternamente, seja em versões mais violentas como os filmes da série Alien, com Sigourney Weaver.
Más línguas não faltam para associar os ETs do cinema ao medo dos americanos em perder sua supremacia global. O gênero floresceu na década de 50, em plena guerra-fria. Na década de 60, houve alguams incursões no gênero, como 2001 uma odisseia no Espaço.
Nos anos 70, dois jovens egressos das fileiras da Universidade da Califórnia, retomavam os filmes B da década de 50, davam charme, efeitos computadorizados. Quem são eles? Steven Spielberg e George Lucas. Os dois, isoladamente, assinaram ET, Guerra nas Estrelas, produziram e apoiaram projetos de aventuras extra-espaciais. nquanto isso, na TV, séries como Jornada nas Estrelas arrebataram uma imensa e fiel legião de fãs.
Na década de 90, Independence Day chegou a ser encarado como uma resposta de Hollywood a ameaça de Saddan Hussein e depois do atentado de 11 de setembro, foi visto como profético por alguns observadores.
Enquanto isso, ufólogos, esotéricos e bichos-grilos, se reunem em lugares como Sedona, Arizona, ou a área 51, no Novo Mexico, para tentar manter contatos imediatos de terceiro grau. Isto porque nem todos os ETs seriam malvados como os da série Alien. Que o digam as revistas em quadrinho: Super-Homem nada mais é que o ET Kal-El, vindo diretamente de Kripton para salvar o mundo de ameaças malignas como Lex Luthor.

Tudo sobre novelas

maio 25, 2008

Fatima Dannemann

 

 

            Mesmo que uns critiquem, as telenovelas viraram mania nacional a tal ponto que são assuntos de livro. O mais novo deles foi lançado este ano pelo analista de sistemas catarinense radicado em São Paulo, Nilson Xavier. Desde pequeno ele coleciona curiosidades sobre novelas e no ano 2000 criou o site teledramaturgia.com que cresceu tanto que seus visitantes começaram a cobrar um livro sobre o assunto. Ele produziu Almanaque da Telenovela Brasileira, que foi lançado pela Panda Books e virou destaque nas livrarias do país, e reúne histórias, curiosidades e muitas fotos sobre novelas de todos os tempos desde  os anos 60 quando foi lançada 24499, ocupado, a primeira novela diária do pais..

            Pudera. Até quem nunca viu novela e vira a cara para este assunto não pode negar que essa mania nacional já virou assunto de pesquisas acadêmicas e não só livros de lazer como alguns mais “sérios” resultantes de pesquisas acadêmicas, sem falar inúmeras biografias e memórias de artistas, diretores e gente de televisão onde as novelas fazem parte do enredo. O livro de Nilson é mais “relax” do que alguns outros que relatam desde a primeira novela brasileira, Sua Vida me pertence, dos anos 50, exibida apenas duas vezes por semana. E o grande trunfo é o visual. Além das fotos e reproduções de cartazes, discos e capas de revistas, tem infográficos, listas e quis. Ou seja, um livro para ler numa sentada, quem sabe até num avião, durante um vôo doméstico mais longo.

            A pesquisa realizada por Nilson Xavier é primorosa. Ele fez, por exemplo, uma lista dos sósias e gêmeos de novelas desde Alma Cigana (e outras mais antigas), passando por Luana Câmara e Priscila Caprice de Sétimo Sentido até chegar em Paula e Tais de Paraíso Tropical, sem esquecer as inesquecíveis Ruth e Raquel das duas versões de Mulheres de Areia, talvez o par de gêmeas mais famoso de toda a teledramaturgia brasileira, interpretado da primeira vez por Eva Wilma e da segunda por Gloria Pires (magistralmente, aliás).

            Um capítulo interessante do livro é o que o autor lembra antigos mistérios como quem matou Salomão Hayala em O Astro, quem eram vítima e assassino em O Rebu (uma das mais criativas telenovelas brasileiras, mas uma das menos compreendidas, também) e outros mistérios como quem era o Leão em Deus nos Acuda, ou quem explodiu o shopping center de Torre de Babel. Ele também conta a respeito de mortes reais enquanto as novelas estavam sendo gravadas, como a do ator Jardel Filho enquanto a Globo exibia Sol de Verão, nos anos 80, ou, mais recente, a da atriz Daniela Perez, assassinada pelo colega Guilherme de Pádua, ambos do elenco de  De Corpo e Alma.

           O livro está longe de ser aleatório. Nilson apresenta o resultado de uma ampla pesquisa em que não falta bibliografia. Entre os livros consultados, aliás, está um dos mais famosos exemplares sobre o assunto até então: Memória da Telenovela Brasileira de Ismael Fernandes, em que titulo, elenco, sinopse e um breve comentário de todas as novelas exibidas desde 24599 ocupado, estão listados. Sendo a edição mais recente de 1997. O livro de Nilson ganha pontos extras por causa das imagens e fotos, mas o livro de Ismael é uma fonte valiosa de pesquisa ainda mais nos tempos em que as TVs, talvez numa crise de criatividade, resolvem apelar para remakes e continuações como a Globo está fazendo com Ciranda de Pedra e a Record com Caminhos do Coração. Nos livros, talvez o espectador descubra como fazem falta autores como Janete Clair, Ivani Ribeiro, Dias Gomes ou Cassiano Gabus Mendes. Mas isso é outra história.

 

 

Serviço

 

Titulo: Almanaque da Telenovela Brasileira

Autor: Nilson Xavier

Editora: Panda Books

Preço: em torno de R$50,00