Archive for the ‘telas e palcos’ Category

Uma novela que já foi tarde

março 29, 2017

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Uma novela que já acabou tarde: Sol Nascente. O que tinha tudo para ser uma historia interessante mostrando o cross-over dos costumes japoneses, italianos e praianos brasileiros virou um faroeste caboclo muito igual a tudo que a Globo já apresentou neste e em outros horarios. Tirando a paisagem e a atuação de alguns atores, a Globo errou feio em Sol Nascente uma das piores novelas que a Globo apresentou no horario das 18h.

Pra começar o par romantico principal: Giovana Antonelli e Bruno Gagliasso. Parecia mais que ela era tia dele e não namorada. Alem disso, não houve quimica. Gagliasso se mostrou fazendo a mesma coisa que ele já fez em outras novelas. La Antonelli não exibiu nem um décimo do charme e competencia que ela mostrou como a Delegada Helô de Salve Jorge. Ficou algo forçado e sem graça.

Uma honrosa excessão foi o par formado por Marcelo Novaes e Leticia Spiller. Talvez por já terem sido casados, algum dia, eles mostraram sintonia. Deu para convencer. La Spiller, quando não faz comédia nem interpreta perua, trabalha melhor. Marcelo só ficou forçado como pai de Bruno Gagliasso. Em certos momentos pareciam que tinham a mesma idade.

Ah, a história. Faltou falar sobre o que parecia ser uma bela historia de amor passada a beira mar e que virou um festival de vilanias, assassinatos, trambicagens e vigarices. Os “bandidos” se alternaram do começo ao fim sendo que Malvino Salvador e Laura Cardoso acabaram levando a melhor no México, enrolando os locais, o que não pegou bem porque até parece que só porque é latinoamericano os caras tenham que ser burros.

Nesses tempos de “politicamente correto não há, entretanto, do que reclamar. Alem de japoneses e italianos, houve um numero considerado de nativos e moradores das praias brasileiras, entre os quais alguns negros. Foi uma boa oportunidade para Juliana Alves mostrar seu talento. Em matéria de cenário, a Globo até que deu um show de paisagens. Mas não há mais o que falar dessa história descartável que, se algum dia voltar na sessão da tarde, muita gente nem vai se lembrar a que veio.

Maria de Fatima Dannemann – jornalista e noveleira.

 

Salve Jorge: final previsivel e sem emoção de uma historia que só deu o que criticar (e mais nada)

junho 1, 2013



Fatima Dannemann

             Quando eu li, numa revista de fofocas há meses, que a próxima novela das nove seria de Gloria Perez fiquei feliz. Ela foi autora de pelo menos duas novelas que eu gostei tanto que não perdia um só capítulo. Puro engano. Salve Jorge, encerrada esta semana, foi uma novela previsivel, sem maiores emoções, com histórias mal explicadas e mal concluidas. Uma obra descartavel que, com certeza, dentro de alguns anos ninguem mais vai lembrar.

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O pior da novela foi justamente o final, com,  uma Morena amadora se intrometendo e até atrapalhando o trabalho da policia sem nenhuma competencia. Ai, a culpa nem foi de Gloria Perez, mas da atriz Nanda Costa, incompetente e verde para ser protagonista de uma trama das oito mesmo que seu tipo físico até combine direitinho com o da personagem, a ex-faxineira que é traficada e levada a se prostitui na Turquia.

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Da Turquia, mostrou-se muito pouco. Mas tambem ninguem viu nada da India -que é um subcontinente e portanto enorme e diversificado, e nada do Marrocos, que está pra lá de Marrakesh, e dos Estados Unidos (aliás do Texas por onde os clandestinos entravam até Miami onde os clandestinos ficavam a distância é bem grandinha e tem no mínimo o Golfo do México no meio) tambem ninguem viu nada. Isso faz parte do imaginário, do faz de conta que as novelas têm.

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Mas, O Clone, Caminho das Indias e até América (que começou chata mas depois deu um upgrade e ficou massa) ficaram para trás. Mesmo com todo marketing da Globo, Gloria Perez errou a mão. A história ficou frouxa e mal explicada. Faltou emoção em muitos momentos. Não fosse a delegada Helô (essa,sim, a verdadeira protagonista da novela)  brilhantemente interpretada por Giovanna Antonelli, e a novela teria ido pelo esgoto de tal forma que nem São Jorge salvaria.

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Ambientar uma novela em outro país é complicado. Tiro por mim mesma e as historinhas que eu invento no meu blog de novelas. Mas, uma coisa é você apenas escrever, você pode inventar o que quiser. Vai ficar engraçado, feio, bonito, etc. Outra coisa é por atores de carne e osso num cenário representando aquele pais. Tem que ter nem que seja uma vaga semelhança, um sotaque. No caso das novelas de La Perez falta sempre o conteudo educativo. Poderia aproveitar e explicar alguma coisa sobre o Império Otomano, que foi um dos mais poderosos da Europa durante muitos séculos. Nem uma palavra. Só a historia da Capadocia e a da Santa Sofia. E Istambul é muito mais.

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Acabou que Salve Jorge rendeu muitas gracinhas no twitter e no Facebook ao ponto de eu, nas semanas finais, preferir ler as gracinhas do que ver a novela. Estavam bem mais inteligentes e interessantes (sorry, Gloria Perez). Mesmo assim, Salve Jorge tem um grande mérito: de ter sido escrita por uma mulher praticamente sozinha. Gloria tem suas dores, isso eu respeito e me solidarizo. Só que muitas das historias foram sumindo ao longo da trama: Pescoço assediava Lurdinha. Era Lurdinha que ficava de cordão cheiroso tomando sol na laje. De repente, virou pra Vanubia e Lurdinha nem foi mais vista com seu namorado Caique (que aliás levou meses sumido). Curiosamente essas mudanças se deram depois que Bruna Marquesine, a Lurdinha, anunciou seu romance com Neymar na vida real. Coincidência ou não… Miro sumiu da novela, Salete ficou noiva do turco mas no que deu ninguem sabe, ele tambem desapareceu, na reta final. E Bianca? Não entendi o que aconteceu com a principal biscate da novela (sim, as prostitutas de Russo estavam mais inocentes do que muitas personagens da trama). Será que continua com Ziah, por debaixo dos panos, ou arrumou outro marido para separar?

Notas esparsas sobre novelas, futebol, realities shows e um funeral…

julho 9, 2009

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Bizarro. Assim se define o furdunço que se criou em torno do funeral de Michael Jackson esta semana em Los Angeles. A ultima de algumas midias foi de inventar que o cantor não foi enterrado. Não foi enterrado nas vistas do público. Para este, o circo montado num estádio e transformado em megashow. Se isto agradaria ou não ao astro, não se sabe. Mas não agradou a Elizabeth Taylor que deitou falação contra e não compareceu a fest… ops, a cerimônia.

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Enquanto isto, as TVs interrompiam toda a sua programação. Por conta do enterro de Michael não teve Sessão da Tarde, Vale a Pena ver de novo, Marcia Goldschmidt e todos os outros programas que enchem a grade das emissoras (e em alguns casos a paciência dos espectadores, já que a programação vespertina das TVs vai de mal a pior).

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E a tradução simultânea? Na Globo estava uma “chose de loque”. A moça traduzia os discursos e o repórter consertava. A tradutora chegou a confundir as palavras “amusing” e “amazing” e traduzir um pelo outro. Pegou mal.

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Enquanto isto, Malhação e a novela das seis vão de mal a pior. Uma já deu o que falar e a outra é uma reprise de uma historia que não tem nada a ver, apenas uma tentativa talvez de homenagear Pantanal (esta sim, um sucesso, daqueles que só se escreve uma vez)

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Paulada na moleira da Globo e de toda a midia foi Dunga e o Brasil faturarem a Copa das Confederações com um time bom, coeso e sem nenhuma das “estrelas” (apagadas, aliás) impostas pelos patrocinadores. Não precisou de nenhum fenomeno, nenhum imperador, nem nenhum gaucho pra ganhar o jogo. Mas – sempre tem um mas, infelizmente – já estão que nem urubu agourando a sorte do Brasil na Copa de 2010. É… realmente ninguem gosta de ver ninguem bem… Ainda mais quando não se participa diretamente das coisas.

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E alguem comentou: e se em vez de Michael Jackson tivesse sido Roberto Carlos? Bom, ainda bem que não foi…

Remake de Janete Clair, Reality Rural e Indiana Jones tupiniquim

junho 16, 2009

 

Por Maria de Fatima Dannemann

“Vende-se um véu de noiva” é a novela que o SBT começa a exibir no lugar de “Revelação”. Mais uma vez, a esposa de Silvio Santos, Íris Abravanel, assina o roteiro da trama , um remake da novela radiofônica de Janete Clair, na qual foi baseada (também de Janete) “Véu de Noiva”, exibida pela Globo entre 1969 e 1970. A trama da novela foi modificada e atualizada mas gira em torno do mesmo tema: um noivado desfeito às vésperas do casamento obrigando a noiva a se desfazer de seu véu. No elenco: Roberto Lopes, Marcela Muniz, Tânia Bondezan, Marcos Winter, Moacyr Franco, Daniela Franco entre outros.

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Empolgando bem menos do que o BBB, mas com o mesmo “shape”, apesar do cenário ser totalmente outro e os confinados terem mais o que fazer além de ficar o dia todo em piscina ou festas, A Fazenda, reúne famosos (ou projetos de famosos) que estão sendo obrigados a tirar leite de vaca, dar comida aos animais, catar ovos e cuidar da horta além de cumprir provas que podem mandar alguem para o “caminho da roça” (o paredão versão country). Dos 14 participantes, três já saíram, uma delas por vontade própria, Bárbara Koboldt, que foi substituída por Fabiana Alvarez. Os ingredientes são semelhantes aos de todos os realities que se prezem: o bad boy, a sedutora que se faz de durona, etc. Mas talvez por isso falte alguma coisa no show, além de que o apresentador, Brito Junior, não consegue empolgar ninguém.

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“Jogo Duro”, o reality que a Globo está apresentando aos domingos “depois do Fantástico” é outro programa que não é grande coisas. A cada de semana, um grupo de participantes participa de provas mirabolantes estilo Indiana Jones, se aventurando entre cobras, sapos, ratos, baratas e outros bichos nojentos e peçonhentos, tendo que recolher dinheiro podendo ganhar até R$ 30 mil. Paulo Vilhena, apesar de bonitinho, é outro apresentador que não empolga e o programa, que deve ser pré-gravado, também é sem-graça e há uma nítida falta de calor humano. O quadro “Faustolândia” (nova versão das Olimpíadas do Faustão) pelo menos é engraçado.

Ídolos que vão e vêm como as marés

junho 4, 2009

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Fatima Dannemann

           O que Susan Boyle e Ronaldo têm em comum? Aparentemente nada. Mas, na prática são ídolos que de repente mudaram sua relação com a mídia ou parte dela. Ronaldo, agora, só aparece na Globo “a paisana”, sem o uniforme do time ao qual está contratado, que agora é exclusividade do SBT. O próprio dono da emissora lembrou no sábado “o que é que nós somos? Corinthians”. Susan foi aplaudida pelo público, fenômeno na Internet, mas se tornou meio arredia e a mídia logo apontou outros favoritos ao concurso de calouros que ela participou. Não deu outra. Um grupo de dança ganhou a final, Susan ficou em segundo, surtou, foi internada.

 

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            A mídia dá mas as vezes toma. Um caso nunca explicado de como os ídolos consagrados pelo público – ou até pela mídia – que de repente se tornam malditos é o do boneco Fofão. Sucesso nos anos 80 no programa Balão Mágico, o Fofão ganhou destaque, programa próprio, ascendeu aos mais altos limites da glória. Foi quando, “de repente”, um boato começou a tomar conta do Brasil de norte a sul: o Fofão teria sido desenhado pelo diabo em pessoa e dentro haveria um punhal que tomaria a alma das crianças. Niguem sabe quem começou a espalhar essa história. Mas, o fato é que o Fofão caiu em desgraça e o boneco sumiu de circulação. Nada ficou provado, hoje poucos se lembram.

 

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            Enquanto Ronaldo e o Corinthians se tornam exclusivos da emissora de Silvio Santos, a Globo já adota outro “ídolo”, esse ligado, atualmente, ao time do coração da rede carioca, o Flamengo. Adriano, chamado “imperador do Rio”, já ganhou entrevista exclusiva com direito a lágrimas e muita pieguice nos programas de esporte globais, já ganhou destaque no Fantástico e sua família já apareceu (para “variar”, chorando de “alegria”, pois a mídia sabe como explorar a emoção das pessoas e nunca com risos, sempre com lágrimas, naquela do óoo coitadinho). Até quando? Bom, pelo menos até a Seleção que vai a Copa de 2010 (se o Brasil for classificado, claro) for convocada…

 

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           Caetano Veloso, em uma matéria no programa Aprovado, TV Bahia, falou sobre como será o panorama cultural no futuro. Muito do que ele falou, já acontece. Hoje, a Internet consolidou a Globalização e muito do que é ou se torna famoso foi consagrado pela net em blogs ou no You Tube e similares. Muitas das músicas que a moçada ouve em mp3 e mp4 vêm diretamente de programas de compartilhamento e passam longe da massificação programada pelas gravadoras que impõem a presença de gente como Sandy, no quadro Soletrando do Caldeirão do Huck, de Daniel, num elenco de novela, ou mesmo de Ivete Sangalo e Claudia Leite onde der para elas aparecerem – sejam como cantoras (maravilhosas, e isso ninguém precisa de mídia para avaliar) ou sejam como “ótimas” mães. Para Caetano, isso já está mudando e é o que incomoda a industria existente: Susan Boyle foi vítima dessa falta de alinhamento com os “padrões” que a mídia e a industria (incluindo ai gravadoras, editoras, provedores, etc) quer para seus (dela) ídolos: feia, pobre, mocoronga, apesar da voz lindíssima. Enquanto isso procuram até hoje uma sucessora para Billie Hollyday. Mas será que isso é possível?

a volta do No Limite

maio 19, 2009

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Guerra de realities: nem acabou Aprendiz 6, e a Record anuncia A Fazenda. Na Globo comenta-se a volta do radical e polêmico No Limite.

 

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Sessão da tarde: nunca se viu tanta reprise e tanta violência num mesmo horário. Será que a Globo não sabe que existe algo mais do que ação e filmes da Barbie em Hollywood?

 

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Ridícula. Assim podemos resumir a participação da “papagaia” Maria Loura no programa Mais Você. Colocar um ator fazendo transformou a ave numa drag queen. Lamentável.

 

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Violência nas novelas da Record está excedendo todos os limites. Poder Paralelo, Caminho do Coração parte 3, só falta escorrer sangue na sala dos espectadores.

 

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Se for igual ao livro “Anjos e Demônios”, com Tom Hanks que estreou sexta passada, vai ser muito chato. Dan Brown força a barra mesmo. E não convence.

 

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As emissoras de televisão resolveram fazer verdadeira apologia da cirurgia bariátrica como “única forma de emagrecer”. Resultado: os médicos agora atendem de 10 em 10.

 

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Débora Secco vai se casar. Isso é quase fato consumado. A questão é se ela vai morar no Qatar. Para quem gosta de aparecer como ela, há quem ache uma tarefa impossível.

 

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E Raj, heim? Ganhou a preferência da mulherada do Brasil inteiro, mesmo que ele não tenha sido exatamente correto com Duda. É só conferir Caminho das Índias e ver.

 

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Escalado para ser o galã da vez, o Bahuam de Marcio Garcia acabou meio apagado e sem muita função na história. Parece que agora vai virar bandido. Será?