Archive for the ‘que fim levou’ Category

Que fim levou: Rouge – dez anos depois, as meninas do Ragatanga foram trabalhar no Hair

fevereiro 7, 2012

Quem diria, mas depois de uma carreira meteorica que rendeu indicação para o Grammy, participação em vários programas de TV e pelo menos um mega sucesso, a música Ragatanga, o grupo Rouge, descoberto nos estudios do SBT no começo deste século XXI, cairia no limbo do esquecimento. Pois é. O fenômeno de 2002 e 2003 acabou, suas participantes seguem carreira solo, algumas delas se dedicando a músicais, como Aline Silva e Karin Hills que trabalharam na nova versão do musical Hair.
A memória do povo com relação a certos idolos é muito curta. Ragatanga, Rouge e mesmo o programa Pop Star se tornaram apenas verbetes em sites de busca. O grupo foi extinto em 2005 após quatro CDs, o último dele com 100 mil cópias vendidas, um número timido e menos de dez por cento dos 1,8 milhão vendidos pelo primeiro disco. Elas chegaram a aparecer na novela Dance Dance Dance, em 2007, mas foi tudo.
O grupo, formado por Luciana Andrade, Patrícia Lissa (posteriormente chamada Lissah Martins), Aline Silva, Fantine Thó e Karin Hils lotou centenas de shows, estrelou comerciais e programas de TV, além de terem comercializado milhares de produtos licenciados como álbum de figurinhas, sandálias, bonecas, entre outros. Em quatro anos de carreira o grupo, considerado a maior girl band do país, vendeu em torno de três milhões de cópias com quatro álbuns de estúdio, um álbum remix e três DVDs lançados. O grupo recebeu ao todo um disco de diamante, um de platina duplo, dois discos de platina e dois de ouro, pela ABPD, a Associação Brasileira dos Produtores de Discos. Além disso o grupo ainda recebeu certificado de disco de diamante pelo DVD A Festa dos Seus Sonhos e de platina por O Sonho de Ser Popstar.
Onde elas andam hoje? Luciana, a primeira a anunciar sua saida, em 2004, participou de CDs dos artistas Marcelo Yuka (O Rappa) e do ex-Titã Ciro Pessoa, do qual faz parte da banda. Também participou do musical “Into The Woods… Era Uma Vez”, como Cinderella. Após ter-se desligado do Rouge, seguiu estudando e trabalhando com música. A cantora tem como influências Beatles, Tom Waits e Sarah McLachlan.
Aline resolveu seguir carreira solo mas foi para os palcos de Hair ao lado de Karin.
Fantine trabalhou em um estúdio e fez shows em bares de São Paulo acompanhada pelo irmão, o guitarrista John Thó. Tornou-se mãe em 2007.
Karin está no elenco de Aquele Beijo como Bernadete. Lissah, como é chamada agora Patricia, vem se dedicando especialmente aos musicais e foi protagonista em Miss Saigon eme A Bela e a Fera, casou-se com um músico e pretende fazer faculdade.

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Que fim levou: Quarenta anos depois de Stand Up, o Jethro Tull ainda está na estrada

agosto 16, 2009

Nessas eras de bandas super novas (e, porque não?, ótimas), grupos que maracaram os loucos anos 60 e 70 parecem esquecidas. Muita gente se pergunta “cadê?”, “por onde anda?”, “que fim levou?”, mas grupos como o genial Jethro Tull liderado pelo escocês Ian Anderson, vencedor de Grammy e aclamado por fãs e críticas principalmente por discos como Benefit, Aqualung e Songs from the wood.

Misturando tendências que incluem blues, folk, rock pesado, progressivo e até celtas, com uma flauta entre seus principais instrumentos, o Jethro Tull passou anos sem ser bem compreendido especialmente pelos críticos de rock. Virava e mexia e Anderson e a imprensa especializada estavam as turras. O álbum too old to rock and roll, too Young to die de 1976 foi a resposta da banda aos críticos, um disco conceitual (como muitos do grupo) falando sobre um roqueiro de meia idade.

Um dos mais conhecidos do público brasileiro é Aqualung. O álbum é uma combinação de rock pesado focado em temas como párias sociais e cultos religiosos mesclados a experimentos acústicos sobre a vida mundana do cotidiano. Aqualung é adorado e odiado em iguais proporções, embora a faixa título e “Locomotive Breath” sejam constantes em rádios de rock clássico.

A composição do grupo tem mudado ao longo dos pouco mais de 40 anos de estrada (eles começaram dois anos antes de Stand Up). Atualmente, tocam no grupo: Ian Anderson (flauta, voz, guitarra, bandolim), Martin Barre (guitarra, violão e flauta), David Goudier (baixos), John O’Hara (teclado, piano, acordeon e regência), Doanne Perry (percussão). No momento, eles estão em tournée pela Alemanha e até o fim do ano têm concertos marcados na Polônia, Inglaterra, Islândia, Estados Unidos e República Tcheca.

Fontes: wikipedia e o web site oficial do grupo

Que fim levou: Heloisa Millet mora em Goiás e dedica-se a pintura

junho 17, 2009

em novelas do horário das sete horas: Estúpido Cupido, Te Contei e outras e nos anos seguintes sumiu das vistas do grande público. Nascida no Rio de Janeiro em 1949, Heloisa Millet foi descoberta por Ziembinski, trabalhou em novelas, cinema, até que casou com o escritor Carlos Pacini e foi morar em Goiás onde descobriu um novo talento: a pintura.
Sua última participação em novelas foi em 1982 em Terras do Sem Fim e Estúdio A…Gildo. Já no cinema, ela gravou até 2003, participando de As Tranças de Maria. Numa entrevista a revista contigo em 1994, Heloisa disse estar gostando da nova vida e ao que tudo indica não voltará mais as telas.

Fontes: wikipedia, site memória da TV, imdb (em inglês), elenco brasileiro

Que fim levou: Os discos de vinil resistem ao tempo, apesar do CD e do mp3

junho 11, 2009

Caetano Veloso, a banda inglesa Coldplay e Lenine são alguns dos artistas que resolveram investir em uma “antiguidade”: os discos de vinil. Isso mesmo. Os LPs haviam sumido do mercado desde meados da década de 90, mas desde meados desta década (por volta de 2005)  que o mundo passou a assistir um movimento inverso, com discos de vinil de 33 rotações sendo vendidos aos milhões em alguns lugares do mundo.

Somente nos Estados Unidos, o número de LPs vendidos em 2007 ultrapassou a casa do milhão. Técnicos em som afirmam que muitos artistas e até usuários vêm se desencantando com o CD e os mp3 e mesmo que estes ofereçam sons sem chiado, “Com o vinil, a amplitude vai do preciso ao mais quente quando a idéia é reproduzir o material original. [O mp3] pega 90% da música e joga fora”, como afirmou Bob Ludwig, engenheiro de masterização que já trabalhou com o Nirvana.

O escritor Ivan Lessa escreveu no site BBC Brasil sobre o vinil: “Era um ritual simples e gostoso. Você tirava o bichinho da capa, punha no prato da vitrola, pegava a pequena alavanca do braço (ou pick-up), virava para o lado que queria (78 ou 33 e 45) e, com cuidado, deixava pousar no sulco do disco.  Daí ficava curtindo o som gordo e amigo. E, às vezes tinha uns estalinhos ou chiado. Igualzinho à vida. E tome polca, com ou sem Adelaide Chiozzo. Ou valsa, samba, chorinho, fox-trot, Bach, Beethoven, Mozart.”

Mas, muitas crianças e adolescentes de hoje só viram o disco de vinil em fotos e muitos nem acreditam que “isso tocava música”. Pois tocava. Em aparelhos elétricos que também sumiram do mercado, as radiolas ou toca-discos. O disco de vinil surgiu na década de 40 para substituir os velhos bolachões de 78 rotações feitos de goma laca. O disco de vinil possui micro-sulcos ou ranhuras em forma espiralada que conduzem a agulha do toca-discos da borda externa até o centro no sentido horário. O disco de vinil possui micro-sulcos ou ranhuras em forma espiralada que conduzem a agulha do toca-discos da borda externa até o centro no sentido horário. È gravado analogicamente e os sulcos fazem vibrar a agulha das radiolas. A vibração se transforma em sinais elétricos e depois na música.

O vinil é um tipo de plástico muito delicado e qualquer arranhão pode comprometer a qualidade sonora. Os discos precisam constantemente ser limpos e estar sempre livres de poeira, ser guardados sempre na posição vertical e dentro de sua capa e envelope de proteção. A poeira é o pior inimigo do vinil pois funciona como um abrasivo, danificando tanto o disco como a agulha.

Uma curiosidade: o disco de vinil não precisa de um aparelho de som propriamente para ser “tocado”. Experimente colocar o disco rodando na vitrola, sem áudio, com as caixas de som desligadas. Você conseguirá ouvir o disco, pois seu princípio de funcionamento se baseia na vibração da agulha no sulco (espiralado, como um velodromo, tendendo ao infinito como uma linha reta) dentro das ranhuras, que nada mais são do que a representação freqüencial do áudio em questão.

Fontes: wikipedia, BBC-Brasil, ambrosia