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perereca – Baiano e os Novos Caetanos

dezembro 6, 2011

“Ó eu aí nesse disco… solicitado…
O que que a cobra come? A cobra come sapo…”

Lá no Central Park tem uma lagoa
Cheia de sapo e uma perereca boa
Filha querida de madame Rã
Que tem muito fã, mas não é uma sapa à toa
Cuida da filha mais bela
Que é senhor pra ser donzela
Todo sapo ta na tela
Mas em volta é só capim

E a perereca cantando assim…
E a perereca cantando assim…

Eu tava ali curtindo de canoa
E vi um sapo-boi, o rei das “mina” da lagoa
Um bicho doido de olho estufado
Com o peito inchado, como todo peixe que voa
E partiu para a conquista
Dando uma de surfista
E com ela deu de vista
E pediu cante pra mim

E a perereca cantou assim…
E a perereca cantou assim…

Olho no olho no meio do lago
Teve pouco papo, o sapo boi (ih!) era gago
Aproveitaram o resto do dia
Rangando mosquito e mergulhados na água fria
Mas o sapo era fera
Numa “pererepaquera”
Se não fosse a Rã já era
E a broncas foi ruim

E a perereca chorava assim…
E a perereca chorava assim…

De madrugada o sapo deu bandeira
De óculos Ray-Ban escorregou na ribanceira
Caiu de frente pros olhinho dela
E já bateu pra ela
Sou atleta de primeira
Mas a noite era criança
Começou, então, a dança
Acordaram a vizinhança
E a história teve fim

Com a perereca suspirando assim…
Com a perereca suspirando assim…
E a mãezinha dela soluçava assim…
E o sapo gritava “até que enfim”…
E a galera toda fazia assim…

“Ó, é o seguinte, eles querem usar minha cuca, então, eu tô de cuca pronta e vô bate um papo… aí é o seguinte: a perereca é filha do sapo boi com a sapa vaca, tá sabendo? A perereca é filha daquela que foi sem nunca ter sido… é isso aí…
Boto banca e eu fui pro brejo. Tem que facilitar, tem que colaborar… sempre pinta um sapo com a sua presença…
É… onde é que eu tô, malandro? Que bandeira… Eu tô aqui na maior das inocências… Qual que é? Qualé… eu entrei numa de morgar, tá sabendo? Entrei numa de morgar…”