Já não se fazem novelas como antigamente

Não se fazem mesmo novelas como antigamente e a maior prova disto é o remake de O Astro, sucesso de Janete Clair na década de 70, que a Globo vem exibindo por volta das 23 horas desde julho. Claro que os mais de 30 anos de distancia entre a primeira versão e hoje fazem diferença, mas a essencia da novela de Janele Clair foi embora com um excesso de violência, falsidade e maldade que não era preciso.

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Se o remake de O Astro não valer, então é só conferir Mulheres de Areia, de Ivani Ribeiro, que a emissora vem transmitindo no Vale a Pena ver de novo. esta novela realmente faz jus ao nome do programa. Vale a pena mesmo ver de noco e comparar com as duas novelas subsequentes: Malhação (mais maluca e sem pé nem cabeça do que nunca) e A Vida da Gente, esta ultima sendo chamada por ai de “Dramalhão das seis”.  Depois de um mega sucesso como Cordel Encantado, realmente fica dificil. Ainda mais que nos ultimos dias vem concorrendo diretamente com Rebelde, o folhetim infanto-juvenil da Record.

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Rebelde acaba se saindo melhor do que Malhação e A Vda da Gente. É mais ingênua, os personagens são bonitinhos, tem humor, leveza e insere questões ligadas a juventude e adolescência de forma leve. Sem forçar barra ou dar liçõezinhas de moral muito baratas. Não tem o clima pesado e chato de Malhação que nesta temporada está pior do que nunca e prova que as novelas não são mais as mesmas. Dá saudade dos tempos de Mocotó e dos outros meninos dos primeiros anos da novelinha.

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Morde e Assopra terminou em clima de fantasia e cumprindo o papel de divertir. Entre tudo destaco Andre Gonçalves como Aureo. Estava engraçado e quebrou um pouco o ranço do politcamente correto que acaba se tornando chato quando algumas pessoas consideram que o engraçado é errado. Quanto a Aquele Beijo, o pouco que eu vi, não agradou, não. O problema maior é Grazi Massafera. Tanta atriz boa sem emprego…

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Fina Estampa merece ser deletada. Em Duas Caras, Agnaldo Silva já havia errado a mão e deixado a desejar. Dessa vez, nem parece o mesmo autor que encantou e prendeu o espectador com sua Senhora do Destino, em que contou o drama de Maria do Carmo e sua filha perdida e mostrou um pouco da vida na Baixada Fluminense. Resolveu mudar seu foco para a Barra da Tijuca e adjacencias e o resultado não tem sido dos melhores. pena que a Globo inista sempre com as mesmas formulas e os velhos autores. Que tal mudar?

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Vidas em Jogo segue a linha de outras novelas da Record: violência pura e algum histerismo. Para quem reclamou da violência que a personagem de Dira Paes vem sofrendo em Fina Estampa, tem o problema entre a personagem de Lucinha Lins e seu marido em Vidas em Jogo. Muito pior e mais violento, mas passando despercebido. Juliane Trevisol não está convencendo como a mocinha Rita. Mas, pontilhada de ex-globais, a novela não é melhor, nem pior do que as concorrentes. É apenas mais um folhetim. E pronto.

 

 

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