Santo é seu nome

Fatima Dannemann

  Se você assiste a novelas não dê risada quando aparecer o nome do Hospital do folhetim das sete. São Pancrácio existe mesmo. Assim como Santa Margarida da Escócia, Santa Sara Kali, de outras novelas, e o São Longuinho a quem os fieis prometem três pulinhos quando acharem objetos perdidos. O fato de serem incorporados a cultura popular ou de aparecer em novelas não tira a grandeza nem nobreza de alma desses homens e mulheres que foram canonizados justamente por isso: por terem tido uma vida exemplar, por serem almas nobres e evoluidas, ah, e por realizarem milagres, mas isto não é exatamente o que importa. O mais importante é o exemplo que essas pessoas especiais deixam ao mundo como São Francisco de Assis com seu desprendimento material e amor pela natureza. E todas as crenças, têm seus mestres e exemplos. Canonizados ou não, milagreiros ou não, santos são sobretudo seres humanos e todos podem chegar lá e ser como um deles.

 
Desde épocas remotas os iluminados descem aqui na Terra, descem dos mundos mais sutis para nos resgatar, para nos direcionar para o caminho da luz
 
Santa Joana D’Arc nasceu em Domrémy, em Lorena, França, em 1412. Filha de camponeses, tinha 13 anos quando “ouviu” o misterioso convite para que fosse libertar a França, já quase toda dominada pelos ingleses. Somente quatro anos depois, aos 17 anos, é que, em obediência às vozes, deixou a casa paterna e partiu para Chinon. Com trajes masculinos e cabelos cortados apresentou-se a Carlos VIII. Após muita hesitação, o rei confiou-lhe um pequeno exército. Joana D’Arc partiu então para Orléans, sitiada pelos ingleses. Obteve ali a primeira de uma série de vitórias, culminando com a coroação de Carlos VII em Reims. Sentindo-se ameaçado pela popularidade da santa, Carlos VII retirou-lhe o apoio e celebrou um armistício com os ingleses. Indignada, Joana D’Arc recomeçou a luta, mas foi vítima de uma emboscada. Prisioneira do Conde de Luxemburgo, foi vendida para os ingleses. Num processo iníqüo, conduzido por cerca de cem prelados e teólogos, foi condenada a ser queimada viva. A acusação: … mentirosa, exploradora do povo, blasfemadora de Deus, idólatra, cruel, dissoluta, invocadora de diabos, herege e cismática. Impedida de recorrer ao Papa, Joana D’Arc foi condenada às chamas em Rouen. Era dia 30 de maio de 1431. Entre 1450 e 1456, o seu processo foi revisto e declarada sua inocência. Foi canonizada em 1920, por Bento XV.
 
Atualmente existem centenas de mestres encarnados, centenas, espalhados por todo o planeta, no entanto a maior parte ainda não sabe quem é ainda está despertando para a sua verdadeira identidade, é um despertar que vem de dentro para fora, não de fora para dentro, independente dos aspectos externos da vida de tais seres
 
São Longinho viveu no primeiro século, foi contemporâneo de Jesus Cristo e, de acordo com os raríssimos relatos a respeito da vida deste santo, dizem tratar-se do centurião na Crucificação, que reconheceu Cristo como “o filho de Deus” (27:54 Matheus; Marcos 15:39; Lucas 23:47). Este centurião é identificado também como o soldado que “perfurou Jesus com uma lança” (João 19:34), provavelmente pelo fato do nome ser derivado do grego e significar “uma lança”.
Conta-se que os crucificados tinham seus pés quebrados a fim de facilitar a retirada da cruz, mas quando chegou a vez de Jesus, o mesmo já estava com os pés soltos, e assim, ao invés de quebrar seus pés, um dos soldados perfurou o lado do seu corpo com uma lança. A água que saiu do lado de Jesus teria respingado em seus olhos, curando-o instantaneamente de uma grave doença nos olhos. Conseqüentemente, o soldado se converteu e, ao abandonar para sempre o exército e sua moradia, transformou-se num monge a percorrer a Cesarea e a Capadócia, atual Turquia.
esses mestres e estes iluminados avatares, aqui estão entre nós, no entanto nem sempre nós teremos discernimento para reconhecê-los ou para saber o que eles têm a nos oferecer
 
Santo Agostinho nasceu em Tagaste, atual Argélia, no ano de 354 d.C. Membro de uma família que desfrutava de certo prestígio social, seu pai chamava-se Patrício e era pagão. Porém, sua mãe, que posteriormente ficou conhecida como Santa Mônica, era muito devota ao cristianismo, e após a morte do marido, dedicou-se totalmente à conversão do filho Agostinho.
Em 370 d.C. ele foi para Cartago, na Tunísia, com o propósito de estudar direito, mas sua vocação falou mais alto, e acabou
estudando literatura. Devido à sua enorme inteligência  ganhou vários prêmios com suas poesias, e tornou-se muito conhecido no meio filosófico. Durante 9 anos Santo Agostinho teve uma vida herege, onde viveu amasiado com uma mulher de identidade desconhecida, com a qual teveram um filho chamado Adeodatus. Além disso, juntamente com alguns amigos, freqüentava uma seita  religiosa local. Por volta de 383 d.C. Agostinho foi para Itália, onde conheceu Santo Ambrósio, que lhe ensinou a vida do celibatário. Decorrido algum tempo, Santa Mônica foi ao encontro deles. Juntamente com São Alípio, foram viver num vilarejo próximo, onde dedicavam-se unicamente ao estudo das escrituras. Santo Agostinho foi batizado no domingo de Páscoa de 387, mesmo ano da morte de sua mãe. No ano seguinte ele distribuiu todos os  seus pertences aos pobres, e começou uma vida de penitências. Em  391 ele foi ordenado, e logo fundou dois monastérios. Dois anos depois fez parte do Concílio da África. Posteriormente foi indicado pelo Bispo Valeriuns como seu assessor, cargo que Agostinho ocupou por mais de 30 anos, dedicando-se ao treinamento de padres e bispos para as dioceses. Já em idade avançada, Santo Agostinho nomeou Herachius como sendo seu sucessor. No dia 30 de Agosto de 430, aos 76 anos de idade, veio a falecer, vitimado por um derrame cerebral após a invasão dos vândalos na região, na qual os religiosos ficaram  sitiados durante vários meses na localidade de Hippo. Santo Agostinho foi um dos Doutores da Igreja, e seus escritos são um tratado sobre a fé, no qual demonstra todo seu amor e devoção ao Criador, como na obra Cidade de Deus, onde fala da fé  crescente e a razão, tendo Deus como centro de tudo.
 
Atualmente existem centenas de mestres encarnados, centenas, espalhados por todo o planeta, no entanto a maior parte ainda não sabe quem é ainda está despertando para a sua verdadeira identidade, é um despertar que vem de dentro para fora, não de fora para dentro, independente dos aspectos externos da vida de tais seres, eles irão chegar o dia e descobrir: eu não pertenço ao mundo da ilusão, não sou escravo nem dos prazeres, nem das dores desses mundos quando eu falo esses mundos, não é apenas a Terra, mas todo mundo que é controlado pelas leis da ilusão que eu falarei qual é essa ilusão
 
São João Maria Vianney nasceu em Dardily, Diocese de Lião, na França, no dia 8 de maio de 1786, filho de Mateus Vianney e Maria Belusa, piedosos camponeses. Desde a infância, deu indício de uma grande santidade. Certo dia, a mão deu ao filho uma imagem de Nossa Senhora que ele nunca deixava. Carregando-a respeitosamente nos braços a onde quer que fosse, muitas vezes, no estábulo, sem que ninguém o visse, costumava rezar longo tempo diante dela. Com oito anos já acostumava, com palavras e com o exemplo, ensinar o Rosário de Nossa Senhora às crianças. Quando a Revolução Francesa estourou, viveu dias tristes, vendo as igrejas fechadas, os padres perseguidos, etc. De grande predileção pelos pobres, pelos abandonados que nada possuem, reunia-os pelos caminhos, pelos bosques e alegremente levava-os para sua casa, onde os pais, reputados desde há muito pela caridade, acolhiam a todos os desventurados. Aos treze anos, com um fervor fora do comum, João Maria Vianney fez a Primeira Comunhão. Neste dia, ele dizia baixinho para si mesmo: “Eu serei padre! Eu serei padre!” Depois ele o disse a seu pai. O pai, homem prudente e conhecedor da vida e dos arroubos da juventude, fê-lo esperar dois anos, para observá-lo e para experimentá-lo. Afinal, João Maria Vianney entrou na escola fundada pelo Padre Balley, então pároco de Eculy. Como seminarista foi modelo, mas como estudante, embora de comportamento exemplar, sua inteligência, porém, era muito limitada. Por isso chegou a ser despedido do Seminário, Mas, ajudado pelo Padre Balley, teve uma segunda oportunidade e, vencendo todas as barreiras, chegou ao grande dia de sua ordenação Sacerdotal. Esta se deu no 13 de agosto d 1815. Estava com 29 anos.Depois de ordenado passou três anos como auxiliar do Padre Balley, e teve a oportunidade de rever com seu dedicado mestre toda a Teologia. Em 1818 foi nomeado para Ars, onde ficou até sua morte.
 
mestres que aqui vieram para realizarem a missão de mudar a consciência humana, eles vieram com tal missão, no entanto é uma missão diferente dos mestres que vieram em épocas passadas, porque há alguns milhares de anos atrás, desde a época de Chrisna, depois Buda, depois Jesus, depois muitos outros que vieram e não ficaram tão conhecidos como esses, os seres estavam preparando a humanidade despreparada
 
Antes de Kardec, embora não nos faltasse a crença em Jesus, vivíamos na Terra atribulados por flagelos da mente, quais os que exposmos: o combate recíproco e incessante entre os discípulos do Evangelho; o cárcere das interpretações literais; o espírito de seita; a  transigência deltuosa; a obsessão sem remédio; o anátema nas áreas da filosofia e da ciência;
o cativeiro aos rituais; a dependência quase absoluta dos templos de pedra para as tarefas da edificação íntima; a preocupação da hegemonia religiosa; a tirania do medo, ante as sombrias perspectivas do além-túmulo; o pavor da morte, por suposto fim da vida. Depois de Kardec, porém, com a fé racionada nos ensinamentos de Jesus, o mundo encontra no Espiritismo Evangélico benefícios incalculáveis, como sejam: a libertação das consciências; a luz para o caminho espiritual; a dignificação do serviço ao próximo; o discernimento; o livre acesso ao estudo da lei de causa e efeito, com a reencarnação explicando as origens do sofrimento e as desigualdades sociais; o esclarecimento da mediunidade e a cura dos processos obsessivos; a certeza da vida após a morte; o intercâmbio com os entes queridos domiciliados no Além; a seara da esperança; o clima da verdadeira compreensão humana; o lar da fraternidade entre todas as criaturas; a escola do Conhecimento Superior, desvendando as trilhas da evolução e a multiplicidade das “moradas” nos domínios do Universo.
 
A verdade que os mestres trazem é única, quer dizer que você pode ver um mestre de olho puxado lá no Japão expondo a luz da verdade e vê um lá no Oriente Médio debaixo das tendas naquele maior calor, falando em outro idioma, mas a mesma coisa, ver lá na Índia, ver aqui no Brasil, vê nos países latinos, vê na América, falando idiomas diferentes, maneiras diferentes, mas em essência a mesma coisa parecem até que fizeram as mesmas aulas, estudaram na mesma escola, porque a verdade é única, imutável

Santa Bárbara nasceu provavelmente em Nicomédia, na Ásia Menor, pertencendo a uma família de certa posição social. Às ocultas dos pais, fanáticos pagãos, conseguiu instruir-se na religião cristã. Devia ter tido especiais dotes de beleza e inteligência, porque seu pai, Dióscoro, depositava nela as mais radiosas esperanças em vista de um casamento honroso. Mas Bárbara apresentava indiferença às solicitações do pai, até que este descobriu sua condição de cristã. Ficou, então, furioso e seu amor paterno se transformou em ódio desumano. Ameaçou-a com torturas e, finalmente, denunciou-a ao prefeito da província, Martiniano. O coração da jovem Bárbaa sentia-se dilacerado entre amores opostos: o dos pais de uma parte e o de Cristo, amor supremo. Verificou-se nela a palavra do Divino Mestre: “Não julgueis que vim trazer a paz à terra. Eu vim trazer a divisão entre o filho e o pai, entre a filha e a mãe, e os inimigos do homem serão as pessoas da própria casa” (Mt10, 34-36). Bárbara suportou o processo com firmeza e altivez cristã, protestando sua fidelidade a Cristo, a quem tinha consagrado sua virgindade. Era o tempo do imperador Maximiano, nos primeiros anos do século IV. O juiz, vendo a obstinação da jovem cristã em professar a fé, mandou aplicar-lhe cruéis torturas, mas suas feridas sempre apareciam curadas. Pronunciou, então, sua sentença de morte. O próprio pai, Dióscoro, furioso em seu cego paganismo, decepcionado em seus interesses, num excesso de barbárie, prontificou-se para executar a sentença: atirou-se contra a filha, que se colocou de joelhos em atitude de oração, e lhe decepou a cabeça. Logo após ter praticado seu hediondo crime, desencadeou-se formidável tempestade e o pai, atingido por um raio, caiu morto.
 
Você pode quebrar as pernas de um mestre e eles continuarão servindo à essência e você pode matar um mestre e ele continuará servindo à essência, ele jamais ficará contra Deus, jamais, absolutamente nunca você nunca vai ver um mestre dizendo assim: Deus me abandonou
 
Confúcio estava sempre interessado em harmonia e ordem divina na família como unidade da sociedade. Ele nasceu em 551 AC, tempo de muita confusão e maldade na China. Seu pai, um velho soldado, morreu quando ele tinha 3 anos. Assim, em meio a um caos social em seu país e desordem em sua família pela perda de seu pai vemos o pequeno garoto Confúcio desenhando caracteres chineses. Sua alma encontrava consolo no padrão interno da consciência crística, desejando trazer isso para fora e colocar no mundo. Lord Lanto diz que os caracteres chineses retratam em forma gráfica, a imagem da consciência crística e podemos entender porque as pinturas desses caracteres é uma das mais importantes formas de arte na cultura chinesa. Pintar ou escrever caracteres são meditação e conforto para a alma. Confúcio dedicou sua vida à ensinar outros a trazer ordem para suas vidas, suas famílias e para o Império. Seus ensinamentos têm sido descritos como ordem social em comunhão e colaboração à ordem cósmica. Confúcio crê que podemos colocar ordem em nossas vidas através de harmonização com a ordem divina dos céus e trazendo esse amor e sabedoria através da cultura e especialmente, rituais e música.

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