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Santo é seu nome

outubro 29, 2008

Fatima Dannemann

  Se você assiste a novelas não dê risada quando aparecer o nome do Hospital do folhetim das sete. São Pancrácio existe mesmo. Assim como Santa Margarida da Escócia, Santa Sara Kali, de outras novelas, e o São Longuinho a quem os fieis prometem três pulinhos quando acharem objetos perdidos. O fato de serem incorporados a cultura popular ou de aparecer em novelas não tira a grandeza nem nobreza de alma desses homens e mulheres que foram canonizados justamente por isso: por terem tido uma vida exemplar, por serem almas nobres e evoluidas, ah, e por realizarem milagres, mas isto não é exatamente o que importa. O mais importante é o exemplo que essas pessoas especiais deixam ao mundo como São Francisco de Assis com seu desprendimento material e amor pela natureza. E todas as crenças, têm seus mestres e exemplos. Canonizados ou não, milagreiros ou não, santos são sobretudo seres humanos e todos podem chegar lá e ser como um deles.

 
Desde épocas remotas os iluminados descem aqui na Terra, descem dos mundos mais sutis para nos resgatar, para nos direcionar para o caminho da luz
 
Santa Joana D’Arc nasceu em Domrémy, em Lorena, França, em 1412. Filha de camponeses, tinha 13 anos quando “ouviu” o misterioso convite para que fosse libertar a França, já quase toda dominada pelos ingleses. Somente quatro anos depois, aos 17 anos, é que, em obediência às vozes, deixou a casa paterna e partiu para Chinon. Com trajes masculinos e cabelos cortados apresentou-se a Carlos VIII. Após muita hesitação, o rei confiou-lhe um pequeno exército. Joana D’Arc partiu então para Orléans, sitiada pelos ingleses. Obteve ali a primeira de uma série de vitórias, culminando com a coroação de Carlos VII em Reims. Sentindo-se ameaçado pela popularidade da santa, Carlos VII retirou-lhe o apoio e celebrou um armistício com os ingleses. Indignada, Joana D’Arc recomeçou a luta, mas foi vítima de uma emboscada. Prisioneira do Conde de Luxemburgo, foi vendida para os ingleses. Num processo iníqüo, conduzido por cerca de cem prelados e teólogos, foi condenada a ser queimada viva. A acusação: … mentirosa, exploradora do povo, blasfemadora de Deus, idólatra, cruel, dissoluta, invocadora de diabos, herege e cismática. Impedida de recorrer ao Papa, Joana D’Arc foi condenada às chamas em Rouen. Era dia 30 de maio de 1431. Entre 1450 e 1456, o seu processo foi revisto e declarada sua inocência. Foi canonizada em 1920, por Bento XV.
 
Atualmente existem centenas de mestres encarnados, centenas, espalhados por todo o planeta, no entanto a maior parte ainda não sabe quem é ainda está despertando para a sua verdadeira identidade, é um despertar que vem de dentro para fora, não de fora para dentro, independente dos aspectos externos da vida de tais seres
 
São Longinho viveu no primeiro século, foi contemporâneo de Jesus Cristo e, de acordo com os raríssimos relatos a respeito da vida deste santo, dizem tratar-se do centurião na Crucificação, que reconheceu Cristo como “o filho de Deus” (27:54 Matheus; Marcos 15:39; Lucas 23:47). Este centurião é identificado também como o soldado que “perfurou Jesus com uma lança” (João 19:34), provavelmente pelo fato do nome ser derivado do grego e significar “uma lança”.
Conta-se que os crucificados tinham seus pés quebrados a fim de facilitar a retirada da cruz, mas quando chegou a vez de Jesus, o mesmo já estava com os pés soltos, e assim, ao invés de quebrar seus pés, um dos soldados perfurou o lado do seu corpo com uma lança. A água que saiu do lado de Jesus teria respingado em seus olhos, curando-o instantaneamente de uma grave doença nos olhos. Conseqüentemente, o soldado se converteu e, ao abandonar para sempre o exército e sua moradia, transformou-se num monge a percorrer a Cesarea e a Capadócia, atual Turquia.
esses mestres e estes iluminados avatares, aqui estão entre nós, no entanto nem sempre nós teremos discernimento para reconhecê-los ou para saber o que eles têm a nos oferecer
 
Santo Agostinho nasceu em Tagaste, atual Argélia, no ano de 354 d.C. Membro de uma família que desfrutava de certo prestígio social, seu pai chamava-se Patrício e era pagão. Porém, sua mãe, que posteriormente ficou conhecida como Santa Mônica, era muito devota ao cristianismo, e após a morte do marido, dedicou-se totalmente à conversão do filho Agostinho.
Em 370 d.C. ele foi para Cartago, na Tunísia, com o propósito de estudar direito, mas sua vocação falou mais alto, e acabou
estudando literatura. Devido à sua enorme inteligência  ganhou vários prêmios com suas poesias, e tornou-se muito conhecido no meio filosófico. Durante 9 anos Santo Agostinho teve uma vida herege, onde viveu amasiado com uma mulher de identidade desconhecida, com a qual teveram um filho chamado Adeodatus. Além disso, juntamente com alguns amigos, freqüentava uma seita  religiosa local. Por volta de 383 d.C. Agostinho foi para Itália, onde conheceu Santo Ambrósio, que lhe ensinou a vida do celibatário. Decorrido algum tempo, Santa Mônica foi ao encontro deles. Juntamente com São Alípio, foram viver num vilarejo próximo, onde dedicavam-se unicamente ao estudo das escrituras. Santo Agostinho foi batizado no domingo de Páscoa de 387, mesmo ano da morte de sua mãe. No ano seguinte ele distribuiu todos os  seus pertences aos pobres, e começou uma vida de penitências. Em  391 ele foi ordenado, e logo fundou dois monastérios. Dois anos depois fez parte do Concílio da África. Posteriormente foi indicado pelo Bispo Valeriuns como seu assessor, cargo que Agostinho ocupou por mais de 30 anos, dedicando-se ao treinamento de padres e bispos para as dioceses. Já em idade avançada, Santo Agostinho nomeou Herachius como sendo seu sucessor. No dia 30 de Agosto de 430, aos 76 anos de idade, veio a falecer, vitimado por um derrame cerebral após a invasão dos vândalos na região, na qual os religiosos ficaram  sitiados durante vários meses na localidade de Hippo. Santo Agostinho foi um dos Doutores da Igreja, e seus escritos são um tratado sobre a fé, no qual demonstra todo seu amor e devoção ao Criador, como na obra Cidade de Deus, onde fala da fé  crescente e a razão, tendo Deus como centro de tudo.
 
Atualmente existem centenas de mestres encarnados, centenas, espalhados por todo o planeta, no entanto a maior parte ainda não sabe quem é ainda está despertando para a sua verdadeira identidade, é um despertar que vem de dentro para fora, não de fora para dentro, independente dos aspectos externos da vida de tais seres, eles irão chegar o dia e descobrir: eu não pertenço ao mundo da ilusão, não sou escravo nem dos prazeres, nem das dores desses mundos quando eu falo esses mundos, não é apenas a Terra, mas todo mundo que é controlado pelas leis da ilusão que eu falarei qual é essa ilusão
 
São João Maria Vianney nasceu em Dardily, Diocese de Lião, na França, no dia 8 de maio de 1786, filho de Mateus Vianney e Maria Belusa, piedosos camponeses. Desde a infância, deu indício de uma grande santidade. Certo dia, a mão deu ao filho uma imagem de Nossa Senhora que ele nunca deixava. Carregando-a respeitosamente nos braços a onde quer que fosse, muitas vezes, no estábulo, sem que ninguém o visse, costumava rezar longo tempo diante dela. Com oito anos já acostumava, com palavras e com o exemplo, ensinar o Rosário de Nossa Senhora às crianças. Quando a Revolução Francesa estourou, viveu dias tristes, vendo as igrejas fechadas, os padres perseguidos, etc. De grande predileção pelos pobres, pelos abandonados que nada possuem, reunia-os pelos caminhos, pelos bosques e alegremente levava-os para sua casa, onde os pais, reputados desde há muito pela caridade, acolhiam a todos os desventurados. Aos treze anos, com um fervor fora do comum, João Maria Vianney fez a Primeira Comunhão. Neste dia, ele dizia baixinho para si mesmo: “Eu serei padre! Eu serei padre!” Depois ele o disse a seu pai. O pai, homem prudente e conhecedor da vida e dos arroubos da juventude, fê-lo esperar dois anos, para observá-lo e para experimentá-lo. Afinal, João Maria Vianney entrou na escola fundada pelo Padre Balley, então pároco de Eculy. Como seminarista foi modelo, mas como estudante, embora de comportamento exemplar, sua inteligência, porém, era muito limitada. Por isso chegou a ser despedido do Seminário, Mas, ajudado pelo Padre Balley, teve uma segunda oportunidade e, vencendo todas as barreiras, chegou ao grande dia de sua ordenação Sacerdotal. Esta se deu no 13 de agosto d 1815. Estava com 29 anos.Depois de ordenado passou três anos como auxiliar do Padre Balley, e teve a oportunidade de rever com seu dedicado mestre toda a Teologia. Em 1818 foi nomeado para Ars, onde ficou até sua morte.
 
mestres que aqui vieram para realizarem a missão de mudar a consciência humana, eles vieram com tal missão, no entanto é uma missão diferente dos mestres que vieram em épocas passadas, porque há alguns milhares de anos atrás, desde a época de Chrisna, depois Buda, depois Jesus, depois muitos outros que vieram e não ficaram tão conhecidos como esses, os seres estavam preparando a humanidade despreparada
 
Antes de Kardec, embora não nos faltasse a crença em Jesus, vivíamos na Terra atribulados por flagelos da mente, quais os que exposmos: o combate recíproco e incessante entre os discípulos do Evangelho; o cárcere das interpretações literais; o espírito de seita; a  transigência deltuosa; a obsessão sem remédio; o anátema nas áreas da filosofia e da ciência;
o cativeiro aos rituais; a dependência quase absoluta dos templos de pedra para as tarefas da edificação íntima; a preocupação da hegemonia religiosa; a tirania do medo, ante as sombrias perspectivas do além-túmulo; o pavor da morte, por suposto fim da vida. Depois de Kardec, porém, com a fé racionada nos ensinamentos de Jesus, o mundo encontra no Espiritismo Evangélico benefícios incalculáveis, como sejam: a libertação das consciências; a luz para o caminho espiritual; a dignificação do serviço ao próximo; o discernimento; o livre acesso ao estudo da lei de causa e efeito, com a reencarnação explicando as origens do sofrimento e as desigualdades sociais; o esclarecimento da mediunidade e a cura dos processos obsessivos; a certeza da vida após a morte; o intercâmbio com os entes queridos domiciliados no Além; a seara da esperança; o clima da verdadeira compreensão humana; o lar da fraternidade entre todas as criaturas; a escola do Conhecimento Superior, desvendando as trilhas da evolução e a multiplicidade das “moradas” nos domínios do Universo.
 
A verdade que os mestres trazem é única, quer dizer que você pode ver um mestre de olho puxado lá no Japão expondo a luz da verdade e vê um lá no Oriente Médio debaixo das tendas naquele maior calor, falando em outro idioma, mas a mesma coisa, ver lá na Índia, ver aqui no Brasil, vê nos países latinos, vê na América, falando idiomas diferentes, maneiras diferentes, mas em essência a mesma coisa parecem até que fizeram as mesmas aulas, estudaram na mesma escola, porque a verdade é única, imutável

Santa Bárbara nasceu provavelmente em Nicomédia, na Ásia Menor, pertencendo a uma família de certa posição social. Às ocultas dos pais, fanáticos pagãos, conseguiu instruir-se na religião cristã. Devia ter tido especiais dotes de beleza e inteligência, porque seu pai, Dióscoro, depositava nela as mais radiosas esperanças em vista de um casamento honroso. Mas Bárbara apresentava indiferença às solicitações do pai, até que este descobriu sua condição de cristã. Ficou, então, furioso e seu amor paterno se transformou em ódio desumano. Ameaçou-a com torturas e, finalmente, denunciou-a ao prefeito da província, Martiniano. O coração da jovem Bárbaa sentia-se dilacerado entre amores opostos: o dos pais de uma parte e o de Cristo, amor supremo. Verificou-se nela a palavra do Divino Mestre: “Não julgueis que vim trazer a paz à terra. Eu vim trazer a divisão entre o filho e o pai, entre a filha e a mãe, e os inimigos do homem serão as pessoas da própria casa” (Mt10, 34-36). Bárbara suportou o processo com firmeza e altivez cristã, protestando sua fidelidade a Cristo, a quem tinha consagrado sua virgindade. Era o tempo do imperador Maximiano, nos primeiros anos do século IV. O juiz, vendo a obstinação da jovem cristã em professar a fé, mandou aplicar-lhe cruéis torturas, mas suas feridas sempre apareciam curadas. Pronunciou, então, sua sentença de morte. O próprio pai, Dióscoro, furioso em seu cego paganismo, decepcionado em seus interesses, num excesso de barbárie, prontificou-se para executar a sentença: atirou-se contra a filha, que se colocou de joelhos em atitude de oração, e lhe decepou a cabeça. Logo após ter praticado seu hediondo crime, desencadeou-se formidável tempestade e o pai, atingido por um raio, caiu morto.
 
Você pode quebrar as pernas de um mestre e eles continuarão servindo à essência e você pode matar um mestre e ele continuará servindo à essência, ele jamais ficará contra Deus, jamais, absolutamente nunca você nunca vai ver um mestre dizendo assim: Deus me abandonou
 
Confúcio estava sempre interessado em harmonia e ordem divina na família como unidade da sociedade. Ele nasceu em 551 AC, tempo de muita confusão e maldade na China. Seu pai, um velho soldado, morreu quando ele tinha 3 anos. Assim, em meio a um caos social em seu país e desordem em sua família pela perda de seu pai vemos o pequeno garoto Confúcio desenhando caracteres chineses. Sua alma encontrava consolo no padrão interno da consciência crística, desejando trazer isso para fora e colocar no mundo. Lord Lanto diz que os caracteres chineses retratam em forma gráfica, a imagem da consciência crística e podemos entender porque as pinturas desses caracteres é uma das mais importantes formas de arte na cultura chinesa. Pintar ou escrever caracteres são meditação e conforto para a alma. Confúcio dedicou sua vida à ensinar outros a trazer ordem para suas vidas, suas famílias e para o Império. Seus ensinamentos têm sido descritos como ordem social em comunhão e colaboração à ordem cósmica. Confúcio crê que podemos colocar ordem em nossas vidas através de harmonização com a ordem divina dos céus e trazendo esse amor e sabedoria através da cultura e especialmente, rituais e música.
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Memória: John Lennon A bala não calou o ídolo ainda cultuado em todo o mundo

outubro 28, 2008

Imagine o mundo sem John Lennon e nunca teria havido os Beatles. Imagine o mundo sem os Beatles e nunca haveria um submarino amarelo, ou quatro rapazes do alto de uma montanha gritando Help. Mas, um adolescente louco imaginou o mundo sem Johnn e calou a voz do compositor e poeta em plena luz do dia, com alguns tiros, por amor a Jodie Foster. Hoje, pouco mais de duas décadas depois de sua morte, em 8 de dezembro de 1980, o criador dos Beatles ainda é cultuado no mundo inteiro como um messias da era pop.

 

Maria de Fátima Dannemann

 

 

        Manhã em Liverpool, alguém mostra um parque e diz: “Strawberry field, onde John e Paul criaram a música Strawberry fields forever”. Manhã em Nova York, alguém mostra uma área no Central Park e diz: “strawberry field, lugar que inspirou John e Paul e criar a música Strawberry fields forever”. Qual o correto, qual o errado, não se sabe. Única certeza, Liverpool e Nova York estiveram ligados a vida de John Lennon, o cérebro e criador do maior grupo pop-rock de todos os tempos, The Beatles, como seu berço e seu túmulo. Na cidade da ilha européia, Inglaterra, John nasceu, cresceu, reuniu os Beatles. Em Nova York, John recolheu-se depois do fim do grupo, viveu com Yoko Ono e foi assassinado na porta do prédio onde morava.

        Menos de três décadas se passaram entre a ingênua baladinha rocker Please,please-me e a intensa Woman, hit de seu ultimo disco. Mas, entre o final dos anos 50 e o começo dos anos 80, John e seus companheiros Paul Mc Cartney, George Harrison e Ringo Star tiveram uma vida intensa. Saíram dos bairros portuários de Liverpool diretamente para o Palácio da Rainha, disseram ser mais populares que Jesus Cristo, fizeram vivências com guru indiano quando isto ainda não era moda e, supresa das surpresas: separaram-se no auge da fama virando mito para sempre.

 

História

 

      Corta!!! Para entender John Lennon é preciso voltar muito atrás no tempo. Final da guerra. Liverpool arrasada e pobre. Nasciam, separadamente e em anos distintos John, Paul, Ringo e George (também já falecido). Nasciam também Pete Best, o famoso quinto beatle que ainda vive, em algum lugar da Inglaterra, sem tocar ou cantar e afastado da música, e Stu Sutcliff, o bonitão, que entrou em reta de colisão com Paul por causa de uma namorada alemã, ficou em Hamburgo e morreu prematuramente de hemorragia cerebral enquanto os Beatles, com Ringo e sem Pete, seguia o caminho da fama.

John tinha pai desconhecido e a mãe é o que bem poderíamos classificar como “porraloca”. Foi criado pela Tia Mimi e, como todos os outros beatles, viveu tempos de dureza no período pós-guerra. John gostava de música, juntou os outros amigos e formou o Quarrymen tocando no cavern clube. Alguém sugeriu outro nome e Beatles junta besouro (beetle) com a cultura beatnik em moda nos anos 60. Foram a um show em Hamburgo, gravaram um disco na Alemanha, ocorreram as mudanças. Stu ficou com a namorada, Pete foi afastado, Ringo entrou na bateria. Descobertos pelos produtores gravaram o primeiro disco.

       E o resto, toda a humanidade já sabe: de repente, aqueles quatro cabeludos, com terninhos iguais cantando canções ingênuas como “she loves me” ganhavam o mundo. E o cinema. Os reis do ieieie (a hard day’s night) que está sendo lançado em dvd foi o primeiro. Depois veio Help, com disco e acenando com alguma mudança no estilo musical do grupo. As baladinhas agradavam, claro, mas os rapazes estavam dispostos a vôos maiores. Yellow Submarine – disco e desenho animado absolutamente lisérgico – já adentrava um caminho que só anos depois outras bandas iriam trilhar.

As ousadias musicais tomaram o lugar das baladas. Um reggae no álbum branco, uma Eleanor Rigby com Paul cantando com quartetos de corda. Composições e estilos cada vez mais individuais. John e Paul de “estrelas absolutas”, George mais zen-intimista, e Ringo espertamente cantando, com voz  grave, ‘a little help from my friends”  mantendo-se em cima do muro e amigo de todos. Egos inflados, o grupo se despediu com Abbey Road. Depois disso ainda foi lançado um disco e filme, Let it Be, mas o quarteto de Liverpool não existia mais.

        De quem foi a culpa? As más línguas culpam Yoko Ono, segunda mulher de John, outras culpam Linda Eastman, mulher de Paul. Há quem jogue a culpa em George, cuja mulher, aliás, fugiu com Eric Clapton, seu melhor amigo, e que compôs para ela a inspiradíssima Layla. Culpados ou inocentes, os quatro foram seguir carreiras solo e estavam “na sua” quando John, ao voltar de um passeio com Yoko foi baleado na porta do Edifício Dakota, em Nova York, hoje ponto turístico exatamente por conta desse detalhe trágico. A bala pode ter matado a pessoa, mas o ídolo permanece e hoje Imagine, sua composição solo mais famosa, se torna um verdadeiro hino dos anos do desbunde, cantado até pelos “caretas” e amado até por quem nunca dormiu em sleeping bag ou nunca sonhou.

 

Maria de Fátima Dannemann – dRT 786

Bruxas pós-modernas

outubro 15, 2008

Dizem as crenças, que as bruxas ficam soltas na virada do mês de outubro para o mês de novembro. Hoje carnavalizado, o Halloween, ou Dia das Bruxas, 31 de outubro, era originalmente o primeiro dos três dias do festival celta que marcava a passagem do ano. Nesse período (que deu também origem ao dia de todos os santos e ao dia de finados), abriam-se os portais dos céus e inferno e era preciso lanternas, danças, rituais para deixar o mundo a salvo da “galera do mal”. Muitas das crenças se passaram, nas histórias infantis a bruxa passou a ser comparada ao mal e hoje, sem vassoura, maçãs envenenadas mas com dose exagerada de frieza e violência, as vilãs de novelas, filmes e livros acabam roubando a cena. Flora, Violeta, Vilma, muda o nome, mas a maldade, assustando ou não, é sempre a mesma.

 

Maria de Fátima Dannemann

 

           Flora, Violeta, Frau Herta, Odete Roitman, Nazaré Tedesco nas novelas. As loiras geladas de thrillers dos anos 80 e 90 como “A mão que balança o berço”, “corpos ardentes” e “instinto selvagem” no cinema. Chefas carrascas como Miranda Priestl em O Diabo Veste Prada. Aproveitando-se da fraqueza as mocinhas (mal escritas ou mal interpretadas e transformadas de “boazinhas” em “burras”, com raras exceções), essa “galera do mal” acabou deixando sua marca no público. De quem seria a culpa? Da eterna impunidade dos maus ou da fragilidade do bem que só triunfa no final da história?

           Numa entrevista, certa vez, a atriz Suzana Vieira declarou que preferia fazer a vilã porque elas acabavam por ter mais conteúdo. Entretanto, foi a mesma Suzana que interpretou uma das heroínas mais “retadas” dos últimos tempos: Maria do Carmo Ferreira da Silva, da novela Senhora do Destino. Nesta novela, além de mostrar que o bem compensa, a mocinha revela que meninas boazinhas sabem bater e a vingança é um prato que se come frio. A cena se tornou antológica e muita gente se lembra dos mínimos detalhes.

           Madrugada. A pernambucana Maria do Carmo (Suzana Vieira) impecavelmente vestida com um terninho branco, jóias de brilhante e saltos 10 entra no galpão abandonado onde lhe espera disfarçada com peruca negra e óculos escuros Nazaré (Renata Sorrah). Além da maleta com dólares falsos (uma mala de grife naturalmente), Do Carmo esquece por minutos a fama de rica, mãezona e defensora dos pobres e oprimidos e dá uma surra na loiraça que roubou sua filha Lindalva há mais de 20 anos, deixando-a completamente estropiada. A sensação de justiça feita é tanta que o espectador esquece a selvageria e a violência e aplaude o gesto quase insano da mãe que esperou por aquele momento toda sua vida. Enquanto tudo isto acontecia na telinha da Globo, o Ibope apurava um índice de audiência que a Globo não assistia há mais de duas décadas desde que morreu Janete Clair, a maior teledramaturgia (ou telenovelista?) que o Brasil já teve.

 

             Sangue Frio

 

            Numa sociedade em que o medo é considerado “fraqueza” e mesmo coisas piores como “distúrbios” e até “doença mental”, talvez as “ordinárias” impressionem pelo sangue frio. Todas as noites, as nove, na Globo, e as 10h30, na Record, as atrizes Patrícia Pillar e Lucinha Lins provocam medo, indignação, revolta e até uma certa dose de admiração pelas vilãs Flora, em A Favorita (Globo) e Vilma, em Chamas da Vida (Record). As duas histórias são bem diferentes, mas passam por inveja, disputas pessoais, ambição por riqueza e poder e outros ingredientes “clássicos”. Flora é uma assassina fria que já “apagou” três pessoas, tentou outros dois assassinatos e é movida pela inveja doentia que sente de Donatella (Claudia Raia), personagem que começou como uma perua vazia e fútil e se transformou na injustiçada doce e preocupada com o próximo. Vilma é incendiária, mãe relapsa, assassina e além de todos os crimes tenta convencer o filho Tomas a dar o golpe em Carolina, herdeira de uma fábrica de sorvetes.

           As armas das bruxas pós-modernas passam longe de vassouras e são muito mais letais do que simples maçãs envenenadas. Frau Herta (Ana Beatriz Nogueira) abusou de todas no remake de Ciranda de Pedra até se dar mal no “Zé fini” da trama quando foi envenenada por Natércio (Daniel Dantas), um bandido pior ainda. Laura Prudente da Costa (Claudia Abreu) em Celebridade foi outra vilã pra lá de clássica ao cometer todas as maldades: fraude, falso testemunho, roubo, assassinato e até prostituição e tráfico de drogas. Taís (Alessandra Negrini) em Paraíso Tropical foi pior ainda: o alvo de suas maldades era a própria família: avô, tio e a irmã-gêmea.

         Mas, alguma coisa mudou nas vilãs e bruxas que antes apenas davam sonoras gargalhadas e hoje morrem de medo de serem denunciadas e capturadas pelos representantes da lei e da ordem. Para isso até matam como fez Flora eliminando Maira (Juliana Paes) e Dr Salvatore (Walmor Chagas). Elas também se roem de despeito ao ver o bem sempre triunfar de um jeito e de outro, chegam as raias da loucura de ódio de ver que as rivais mesmo sofrendo perdas são capazes de dar a volta por cima, arregaçar as mangas, trabalhar, ou mesmo buscar um novo amor (é esse o caso da “sub-vilã” Céu com relação a Lara e Alicia ao ser condenada a um casamento de fachada enquanto as rivais se dão bem).

         As boazinhas já não são tão passivas como antigamente. Donatella luta para provar sua inocência e se vingar de Flora e todos os outros maus. Mas exemplo de que as coisas são bem diferentes nesses tempos pós-modernos estão nos desenhos animados. As pequenas Lindinha, Docinho e Florzinha (no original Bubbles, Buttercup e Blosson) as vezes rodam a baiana, extrapolam na pancadaria, fazem tramóias com bandidos ou usam pequenos truques que seriam inadimíssiveis em outras épocas. A heroína brasileira, Mônica, tem eternos seis anos de idade, é dentuça, parece o Ronaldinho, distribui coelhadas nos próprios amigos, mas defende sempre as boas causas. Prova que a novela, os filmes, os desenhos e os quadrinhos não imitam a moda e dispensam as Barbies.

          Mas, o estereótipo do mal continua dando Ibope. Gente corre para casa só para ver a maldade da bruxa da novela das seis e mesmo as candidatas a bruxa da Malhação, como Yasmin e Débora. Em outros tempos, as bruxas de histórias como Branca de Neve, Rapunzel, A Bela Adormecida, eram madrastas, fadas degeneradas ou senhoras feudais que abusavam do poder. Hoje, elas retratam um mal maior: a violência que está em toda parte e parece quase invencível e até mesmo “consentida” por alguns setores da sociedade.

Capela do século XVIII, de propriedade da Petrobras, é tombada pelo IPAC

outubro 3, 2008

A capela de Santo Antônio de Mataripe, construída em meados do século XVIII e localizada no município de São Francisco do Conde, na região do Recôncavo baiano, onde se deu assentamentos de importantes construções e engenhos de cana-de-açucar, desde o século XVI, está agora protegida, legalmente, pelo poder público estadual.

O Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), autarquia da secretaria estadual de Cultura, iniciou neste mês (julho, 2008) processo de tombamento do imóvel. A ação foi iniciada, em 1998, pelo órgão federal Iphan, mas, arquivada por seu conselho consultivo que alegou ausência de verba para continuidade.

Em junho deste ano (2008), dez anos depois, o Iphan solicitou que o Estado passasse a se responsabilizar pelo processo, o que fez com que a Gerência de Pesquisa e Legislação de Patrimônio Material e Imaterial do IPAC, retomasse as pesquisas. Já no último dia 8 deste mês (julho, 2008) o IPAC entregou a notificação de tombamento provisório ao Gerente Geral da Unidade de Negócio da Refinaria Landulpho Alves, unidade da Petrobras, localizada no distrito de Mataripe, e atual proprietária da capela.

História do Recôncavo baiano – De acordo com o diretor geral do IPAC, arquiteto Frederico Mendonça, a importância histórica e arquitetônica da capela é inquestionável. “A notificação de tombamento já garante a salvaguarda imediata desse imóvel”, explica Mendonça. Embora a capela se encontre, hoje, em ruína eminente, o início de tombamento faz com que o imóvel passe a ser protegido pelas legislações estaduais e federais. “Apesar da devastação ocorrida os últimos anos, ainda restam elementos que não devem ser esquecidos”, relata o diretor do IPAC.

Com 409 metros quadrados de área edificada, a capela  foi construída nas terras do antigo Engenho Mataripe, de propriedade original da família Moniz Barreto de Aragão e Meneses. O acesso ao monumento se faz através da estrada que liga as cidades de Candeias e Madre de Deus. Típica capela de engenho, construída em meados do século XVIII, em ponto mais elevado que a antiga casa-grande e fábrica, já desaparecidas, a construção tem, contudo, em sua planta-baixa, características das igrejas matrizes interioranas do final do século XVII. Em 1873, seu altar original, em estilo barroco, foi substituído por um neoclássico, ao gosto da época.

A capela tem dois andares, é feita de pedra e tijolos, com telhas de canal e piso em mármore branco e cinza. Nas lápides funerárias, de grande valor histórico, há nove enterramentos dos membros dos Monizes de Aragão, personagens da história do Recôncavo e da Bahia. Na fachada, encontram-se um frontão em espiral, uma porta em cantaria e cinco janelas de guilhotinas. No interior do imóvel, o destaque fica por conta das imagens de Nossa Senhora da Conceição, São José e Ascenção do Senhor, e o lavabo com o golfinho, datado de 1873. As torres são do final do século XIX, com terminação piramidal remetendo arquitetura gótica da Idade Média.

São Francisco do Conde – O município baiano de São Francisco do Conde detém cerca de 267 quilômetros quadrados e pertenceu à Salvador até 1697, quando foi emancipado tornando-se o 3º município brasileiro com maior PIB per Capita, graças à economia atual baseada na exploração e refino de petróleo. Limita-se com os municípios de Santo Amaro, São Sebastião do Passé, Candeias, Salvador e as águas da Baía de Todos os Santos. A ocupação da região data do século XVI.

Assessoria de Comunicação – IPAC – 25.07.2008 – sexta-feira

Jornalista responsável: Geraldo Moniz (1498-MTBa) – (71) 8732-0220 –
Tel. ASCOM/IPAC: (71) 3116-6673, 3117-6490, ascom@ipac.ba.gov.br – Texto: ASCOM/IPAC

 

Lizz Wright – Another Angel

outubro 3, 2008

Your love is eternal , I never should have touched you
Broken words fill my mouth ‘cause I never said goodbye

But what does it matter , who really cares
In this river of faces , in this new windy place
I will lose all your traces , I’ll go and find another angel

One more word and I would have followed you
From behind my silent door I’ve been waiting , ready to go

But what does it matter , who really cares
In this river of faces , in this new windy place
I will lose all your traces , I’ll go and find another

No one can stop me , I’m gonna run till I get free
‘Cause I can wait until you’re gone from me , hmm

So what does it matter , who really cares
In this river of faces , in this new windy place
I will lose all your traces , I’ll go and find another angel

Hmmm , another angel